A Escola de Educação Especial Pequeno Príncipe (Apae) de Bandeirantes tem hoje 152 alunos de bebês de colo a adultos de mais de quarenta anos, que frequentam cursos profissionalizantes. A Apae recebe também alunos das cidades vizinhas de Itambaracá e Santa Amélia.
Como a maioria dos alunos da instituição, Andréia, Cleber, Edmundo, Nivaldo e Sâmila os cinco alunos premiados no concurso vêm de famílias carentes. Andréia usava os lápis de sua professora durante as aulas. No dia em que a reportagem esteve na escola, a estudante havia acabado de ganhar uma caixa de lápis de cor e um livro de haicai da voluntária Neide Portugal, como incentivo para continuar produzindo. Na lógica objetiva das crianças, a menina diz gostar de haicai ''porque sim''. Da natureza, o que mais gosta é ''fruta'' tema do concurso em que foi premiada.
Outro exemplo de capacidade e força de vontade é o jovem Cleber. Depois da menção especial, ele tomou coragem e começou a fazer um curso de violino na igreja que frequenta. O garoto de 13 anos vive em cadeira de rodas, e tem dificuldades para movimentar o braço esquerdo o que não o impede de brincar. Cleber usa a mão direita para soltar a pipa feita pelo irmão. ''Meu pai leva a cadeira de rodas pra mim. Eu solto a pipa assim, ó'', e ergue o braço para mostrar o gesto.
Tímido, o garoto responde afirmativamente quando questionado se ficou feliz com a premiação. Mas a vergonha some quando convidado a declamar seu poema coisa que faz com desenvoltura. ''Ele tem uma sensibilidade muito grande, e uma vontade de viver enorme'', conta a assistente social Zilda Comagno Marques.(A.I.)

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