Com o início do ano letivo, algumas mudanças já estão sendo percebidas pelos estudantes do Ensino Médio, principalmente nas escolas estaduais. Uma delas é a oferta da língua espanhola, seja na grade curricular ou no contraturno. Isso porque, em agosto de 2005, o presidente Lula sancionou a lei 11.161 que estabelece o ensino obrigatório da língua. O prazo era de cinco anos para a conclusão do processo e, a maioria delas, já se adequou à nova lei.
Em outras palavras, a partir de agosto deste ano todas as escolas públicas e privadas do país deverão incluir uma disciplina de língua estrangeira obrigatória, com base na escolha da comunidade escolar. Caso a língua eleita for o inglês, o espanhol deverá ser oferecido como disciplina optativa.
A lei determina ainda que se as escolas da rede pública oferecerem a língua em centros de ensino, as aulas deverão ser realizadas no horário de aula. Neste caso, as aulas serão ministradas nos Centros de Estudos de Língua Moderna (Celem). Já escolas particulares podem oferecer em salas de aula, durante o período normal, ou também por meio de centros de estudo.
Segundo a técnica pedagógica da disciplina de línguas estrageiras do Núcleo Regional de Ensino de Londrina (NRE), Anísia Vieira, das 128 escolas que o NRE abrange, mais de 70 aderiram ao Celem. ''Onze escolas preferiram implantar o espanhol na matriz curricular. Ou seja, deixaram de oferecer o inglês no horário de aula. É importante dizer que as mudanças foram feitas em acordo com a comunidade escolar e depende diretamente das condições da instituição para o caso de optarem por um Celem, por exemplo'', esclarece.
De acordo com Anísia, o aluno deverá cursar obrigatoriamente a língua estrangeira escolhida pela comunidade escolar. ''Caso o aluno tenha interesse, poderá estudar a outra língua no contraturno. Quem optar pelo Celem, ao final do curso, as aulas contarão como atividade extracurricular e o aluno receberá certificado de conclusão de ensino básico.''

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