Uma cidade com centenas de lâmpadas de espaços públicos queimadas, vandalizadas ou mesmo inoperantes. Assim está Londrina, cujos moradores deixam de passar por determinados locais alegando sentir insegurança gerada pela escuridão. Os furtos de cabos elétricos, o vandalismo de criminosos que preferem atuar na escuridão ou de cidadãos comuns, os defeitos no material utilizado e falta de atuação dos poderes competentes são alguns dos motivos que levaram os principais pontos, considerados cartões-postais da cidade, a ficarem com iluminação deficitária.
O administrador de empresas Luís Gustavo da Silva contabilizou as lâmpadas queimadas no Lago Igapó 2 (Área Central), e constatou que, dos 127 postes, 69 estão sem luz. A reportagem da FOLHA esteve no local e confirmou os números. Ele conta que recentemente passeou com sua namorada por lá e ficou impressionado com a quantidade de luminárias apagadas. Embora esteja acostumado a percorrer trilhas com pouca iluminação, uma vez que é adepto das corridas de aventura, ele diz que no caso do Igapó é a sensação de insegurança que preocupa. ''A gente fica vulnerável e muita gente deixou de frequentar o lago depois das 20 horas'', conta.
O personal trainer Wesler Feitosa dos Santos diz que, além da sensação de insegurança, existe o risco de lesão, uma vez que a pista de caminhada do lago possui buracos e as pontes de madeira estão com tábuas soltas.
Centro
No Calçadão, de 145 lâmpadas contabilizadas no trecho com petit pavet, 88 estavam queimadas ou foram vandalizadas. Na Praça Marechal Floriano Peixoto das 69 lâmpadas existentes, 21 estavam apagadas.
O porteiro Raimundo Pedro de Oliveira trabalha em um prédio localizado no Calçadão e diz que já viu várias brigas por lá. Ele conta que se o local é bem iluminado, fica mais fácil de se defender dos perigos que eventualmente podem acontecer.
Na Praça Tomi Nakagawa, das 224 lâmpadas, 98 estão sem funcionar. Ali também há várias luminárias que foram vandalizadas. O espaço, que reunia muitos casais de namorados logo depois que foi inaugurado, a cada dia está sendo menos frequentado.
Norte
O descaso com o Lago Igapó 2 contrasta com a condição dos lagos Cabrinha e Norte. No Cabrinha, das 38 luminárias, apenas quatro estão com as lâmpadas apagadas. No Lago Norte, das 33 lâmpadas dispostas para iluminar o local apenas uma estava apagada.
O chefe de serviços Luís Carlos Fernandes é de São Paulo e esteve no Lago Norte na companhia de sua filha para passear e elogiou a iluminação. ''No geral a iluminação está ótima, mas se as lâmpadas utilizadas fossem um pouco mais claras seria melhor'', afirma. Ele conta que está na cidade para passar as férias na casa de familiares e que espaços assim em São Paulo são difíceis de se encontrar.

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