O programa "Indústria do Conhecimento" permanece inativo em Londrina, mesmo com a conclusão dos prédios em 2011 nas cinco escolas em que foi implantado, nos jardins Eldorado, Farid Libos, Sabará, Santa Rita e Cafezal. A reportagem circulou pelos imóveis vazios e verificou que o mobiliário continua encaixotado nos depósitos do Instituto Brasileiro do Café (IBC).
O convênio para a implantação do programa foi firmado em 2010 entre a Prefeitura, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o Sesi e o Senai. Pelo projeto seriam construídos módulos dentro ou nas proximidades de cinco escolas municipais, que teriam a utilização liberada para alunos, pais, trabalhadores e pela comunidade em geral.
As unidades Sesi Indústria do Conhecimento seriam centros multimeios, contendo biblioteca, DVDteca, CDteca, gibiteca e Internet, onde os usuários teriam a oportunidade de acesso à informação. Cada módulo seria equipado com dez computadores, mobília, alarme e acervo mínimo de 1,3 mil livros. O Sesi ainda ofereceria treinamento aos profissionais que ficariam nessas unidades.
Na Escola Municipal Professor José Gasparine, no Conjunto Farid Libos (zona norte), o prédio nem foi inaugurado e já precisa de reforma. Um buraco no telhado tem resultado em goteiras que inundam o espaço e há risco de atingir a rede elétrica. Parte do forro do módulo caiu e os vidros das portas estão quebrados.
Maria Neuza de Oliveira é mãe de uma aluna da escola e relatou que seria importante ter esse módulo funcionando. "Para fazer trabalhos escolares, nossos filhos precisam ir para bairros distantes e é duro ver um prédio pronto, mas sem nada funcionando", criticou.
Segundo informações colhidas na escola, falta ligar a energia elétrica para implantar os equipamentos, contratar funcionários e colocar o mobiliário para dar início ao projeto. "Seria preciso definir se é o setor administrativo ou o pedagógico que ficará responsável pela manutenção do espaço", levantou uma das pessoas ouvidas.
A diretora Márcia Eliane da Silva, da Escola Municipal Mari Carrera Bueno, do Jardim Santa Rita (zona oeste), afirmou que falta pouco para as atividades terem início. "No começo de novembro do ano passado fizemos a ligação elétrica e já está quase tudo pronto. Ainda não instalamos o mobiliário, que está no IBC, e os computadores, mas assim que tudo estiver pronto será muito bom para a comunidade, principalmente para quem ainda não possui internet e precisa pesquisar."
Se estivesse em funcionamento facilitaria a nossa comunidade, porque muitas pessoas não têm ocupação e acabam ficando na rua. Se os jovens tivessem acesso a livros ou computadores beneficiaria bastante", destacou a mãe de um dos alunos, Luiza Antônia Francisco.
As mesmas reclamações são feitas pela comunidade sobre a Indústria do Conhecimento localizada ao lado da Escola Municipal Maria Irene Vicentin Theodoro, no Jardim Eldorado (zona leste). "Para o bairro, a Indústria do conhecimento será boa. Os pais serão os maiores beneficiados", declarou a diretora Deise Macedo.
Para a diretora Cecília Nicolino, da Escola Municipal Cecília Hermínia Gonçalves, do Jardim Sabará (zona oeste), como a instituição atende 450 alunos, no mínimo 450 famílias seriam beneficiadas. Ela informou que será necessário construir uma calçada para o acesso ao prédio e quando ela ficar pronta os equipamentos e mobiliários poderão ser colocados. Ela disse ter sido informada pela equipe da secretaria de Educação que a licitação para o calçamento já está encaminhada e que dentro de 30 dias o local estará pronto para funcionar.
Outra unidade está instalada na Escola Municipal Dr. Joaquim Vicente de Castro, no Conjunto Cafezal (zona sul).

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