O brasileiros leem em média quatro livros por ano. Este é um dos dados levantados pela pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, publicada na quinta-feira, na FOLHA. Com o objetivo de aumentar o índice de leitura entre as pessoas e facilitar o acesso aos livros, comunidades e instituições se organizaram para montar bibliotecas. Estes espaços trazem materiais que servem como incentivo à leitura para crianças em fase pré-escolar, auxiliam aquelas que precisam de apoio durante o processo de aprendizagem e ainda oferecem opções variadas de leitura para adultos.
Para atender a comunidade, há cerca de dois anos as integrantes da Associação das Mulheres Batalhadoras, localizada no Jardim Franciscato, Zona Sul de Londrina, decidiram montar uma biblioteca. Uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com o Rotary Clube Nordeste resultou na doação de três mil exemplares sobre variados assuntos.
''Este é um espaço muito importante para a comunidade, porque está ligado à educação. A Biblioteca Pública é longe daqui (no Centro) e para ir até lá emprestar um livro e depois devolver gastamos R$ 8 com transporte coletivo. A nossa biblioteca é pequena, mas ajuda em alguns casos'', disse a assessora de desenvolvimentos e projetos, Rosalina Batista.
Os livros da biblioteca estão organizados em prateleiras e ficam à disposição dos frequentadores. ''Quem empresta livro aqui não precisa deixar documento e, mesmo assim, todos devolvem. Como não temos funcionários, quando alguém precisa ir até a biblioteca eu empresto a chave. Às quartas-feiras ela fica aberta para quem quiser entrar'', explicou Rosalina.
O espaço é frequentado por adultos e crianças que querem fazer uma pesquisa ou simplesmente passar o tempo. É o caso dos irmãos Camille, 5 anos, Vitor Hugo, 4, e Antony Gabriel Batista de Oliveira, 1 ano. ''Nós gostamos de vir aqui para ver as figuras dos livros'', disse Camille. Já Andressa Garbosi Daziger, 7 anos, aproveita a biblioteca para ''estudar''. ''Já estou aprendendo a escrever e gosto daqui'', afirmou a menina.
Segundo Rosalina, uma parceria com o Instituto Federal do Paraná foi firmada e a biblioteca, que é frequentada por adultos e crianças, vai passar por uma reestruturação em breve. ''Eles vão organizar a nossa biblioteca, catalogar os livros e enviar um estagiário para ficar o dia todo, assim o espaço será mais acessível e terá uma pessoa para orientar quem precisa.'' Com as mudanças, um dos objetivos da associação é montar um espaço para estudo no meio da sala e organizar grupos de leitura na comunidade.
Zona Norte
Na Zona Norte da cidade, a Biblioteca Lupércio Luppi ganhou a fama de Centro Cultural. No espaço são oferecidas aulas de balé e atividades como a Hora do Conto, um grupo faz artesanato, existem computadores ligados à internet à disposição da comunidade, além de sediar exposições variadas e projetos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
''Este espaço é um centro de referência de cultura. Aqui as pessoas têm acesso a vários tipos de arte e leitura. Muita gente vem para ler os jornais; o nosso público é bem diversificado'', disse o coordenador da Biblioteca Lupércio Luppi, Dorival Santana.
Inaugurada em abril de 2001, a biblioteca conta com um acervo de 10 mil livros, além de gibis, jornais e revistas de pesquisa. Diariamente circulam pelo local entre 70 e 100 pessoas. O atendimento é feito das 8 horas às 18 horas de segunda a sexta-feira.
Serviço - A Associação das Mulheres Batalhadoras fica na Rua Tadao Ohira, 325, Jardim Franciscato, fone (43) 3342-6773.
A Biblioteca Lupércio Luppi fica na Avenida Saul Elkind, 790, fone (43) 3329-0316.

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