Espaço físico limitado na Maternidade do HU
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
A Maternidade do Hospital Universitário (HU) de Londrina já não comporta mais a demanda e precisa de um novo prédio para atender as necessidades da região. O espaço atual é de 290 metros quadrados para abrigar os 27 leitos, mas existem apenas dois banheiros e não há condições para atender mais pacientes. O prédio foi construído na década de 40.
Segundo dados levantados pela assessoria de comunicação do HU, de janeiro a agosto deste ano foram realizados 652 partos, destes 199 foram normais e 452 cesáreas. Além disso, o Pronto-socorro da Obstetrícia registrou 1.143 internações e 6.329 atendimentos de mais de 300 cidades do Paraná.
Embora o HU ostente o título de Hospital Amigo da Criança e seja considerado pelo Ministério da Saúde um dos melhores do Brasil, o pequeno espaço físico já começa a comprometer o atendimento. A enfermeira responsável pela Maternidade, Valéria Evangelista da Silva, conta que o setor de Enfermaria possui seis leitos e cada paciente tem direito a um acompanhante. Porém, segundo ela, é inviável trabalhar programas de humanização do parto em um ambiente desses e que isso as obriga a selecionar os acompanhantes que podem ficar no recinto. ''Se somarmos as mães, os bebês e os acompanhantes, são 18 pessoas dentro do mesmo ambiente, isso sem contar os funcionários que precisam circular pelo local'', justifica.
O chefe da Maternidade, o médico Carlos Miranda, explica que a unidade passou por uma reforma há quatro meses que melhorou o conforto, mas não a funcionalidade - devido às limitações do espaço físico. ''Nós só realizamos atendimento de gestantes de alto risco que possuem pressão alta, diabetes e hipertireoidismo e que necessitam de um cuidado especial'', comenta Miranda.
Ele relata que há dez anos a maternidade funcionava em outro local, mas foi transferida para o atual espaço com a promessa de que a situação seria provisória, até a construção de uma maternidade. ''Em um único quarto são acomodados seis pacientes no pré-parto e na sala de parto uma gestante precisa ficar ao lado da outra e não tem como deixar acompanhantes presentes. Os banheiros também são pequenos e não possuem ventilação.''
A diretora do HU, Margarida Carvalho, explica que já existe a previsão de construção de uma nova maternidade e que o pedido já foi encaminhado à reitoria, mas ainda não foi enviado à secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Ela explica que em uma reunião do colegiado o hospital definiu as prioridades e foi decidido que precisa equacionar outras questões, como a defasagem de funcionários e a falta de segurança. Porém, a própria diretora admite que o HU merece uma Maternidade com um espaço mais amplo.


