®MDNM¯ A tão esperada saída dos camelôs das calçadas das avenidas São Paulo e Leste-Oeste foi finalmente concretizada. Depois de um ano de negociações e custo de R$ 1 milhão aos cofres públicos, pedestres transitaram livremente, ontem à tarde, pelo antigo trecho ocupado pelos ambulantes durante quase dois anos na Avenida São Paulo, e aprovaram a ação da prefeitura. ''Ficou ótimo'', afirmou a cozinheira Rosa Maria D'Ávila, 48 anos, que passava pelo trecho na tarde de ontem. ''Depois que limpar, vai ficar melhor ainda'', opinou o vidraceiro André Constâncio, 25.
O gerente de fiscalização de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, disse que a liberação total das ruas deverá ser concluída até segunda-feira. Por enquanto, duas manilhas impedem o tráfego de veículos na Avenida São Paulo. ''Estamos providenciando para amanhã o recapeamento daquele trecho'', informou Grotti Júnior. Os buracos das ferragens das barracas já foram tapados.
Entretanto, falta uma lavação no local. A sujeira deixada nos últimos dois anos está impregnada nos muros e no piso. Segundo Grotti Júnior, a necessidade disto será avaliada pelo coordenador do Sistema Viário da CMTU, Gilmar Domingos Pereira. A companhia também deverá refazer a sinalização horizontal na pista e religar o semáforo da Rua Benjamin Constant. ''A cidade deverá ficar mais organizada'', comentou o auxiliar administrativo Marlon Vicente, 18, satisfeito com mais espaço livre para transitar.
Na Avenida Leste-Oeste, operários da Secretaria de Obras quebravam com ontem com picaretas os pisos das barracas, feitos pelos camelôs na calçada. ''Esse serviço deve levar mais um dia'', calculou um dos sete operários que estavam trabalhando no local. Segundo o gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, o muro do Museu Histórico de Londrina também deverá ser restaurado pela Secretaria Municipal de Obras. O custo pelo conserto deverá ser assumido pela prefeitura.
No Shopping Popular (novo camelódromo), na esquina das ruas Mato Grosso e Sergipe, a movimentação foi intensa. Os camelôs arrumavam seus boxes e alguns chegaram até a vender produtos, por conta da insistência de clientes junto ao vigia na entrada principal, que conseguiram entrar e comprar mesmo sem a inauguração oficial.
Satisfeito, o presidente da organização não-governamental Canaã, Rogério Gonsales, disse que ''uma carreata será realizada na manhã de sábado para comemorar a mudança''. A manifestação deverá ocorrer entre 8 e 10 horas da manhã. Depois disto, afirma Gonsales, o Shopping Popular estará aberto ao público até às 20 horas. Na próxima semana, representantes das duas organizações dos camelôs deverão se reunir com a direção da CMTU para definição do horário de funcionamento. A princípio, de acordo com Gonsales, o funcionamento será das 8 horas até às 20 horas, todos os dias.

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