Um vazamento na rede de esgotos na Rua Maracai, no Jardim Castelo (zona leste de Londrina), tem incomodado os moradores desde sábado. A água fétida que escorreu pela calçada empoçou em um declive do asfalto em frente à casa de número 423, onde mora Anísio Donizeti Ferreira. Ele conta que após várias reclamações a Sanepar esteve no local no final da tarde de domingo e desentupiu a rede. Mas a limpeza da rua ficou para ontem quando, por coincidência, a rede voltou a dar problemas, acumulando mais água suja.
Segundo o gerente da unidade de serviço de manutenção de redes da Sanepar, Mário Sirosse, a estatal retornaria ainda ontem ao local. O engenheiro explicou que os problemas registrados na rede de esgoto de Londrina não são provocados por rompimento da rede, mas por entupimento, como aconteceu no Jardim Castelo. Essas obstruções são provocadas por materiais que não deveriam estar na rede de esgoto como plásticos, papéis e absorventes.
Outro agravante para Sirosse, seria a ligação ilegal da água da chuva vinda das residências no esgoto, que deveria ser despejada nas galerias pluviais. ‘‘A rede de esgoto não está projetada para suportar o volume da água da chuva nem mesmo os resíduos trazidos por ela’’, salientou.
Os entupimentos acontecem não só na rede de esgoto, mas também nas galerias de águas pluviais, e quando chove a situação em alguns locais da cidade é crítica. O secretário de Obras de Londrina, José Righi de Oliveira, diz que o maior causador é o acumulo de folhas de árvores e lixo jogado nas bocas de lobo. A falta de varreção nas ruas, para ele, agravam o problema.
Ao contrário do gerente da Sanepar, ele disse que as ligações clandestinas que ocorrem são do esgoto nas galerias, e não há como fiscalizar. A limpeza destes bueiros, segundo ele, são feitas constantemente, mas muitas vezes o entupimento está nas galerias, o que demanda mais tempo e custa mais.
O diretor presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Rafael Fuentes, explicou que a limpeza das ruas é feita apenas no centro da cidade, por 150 funcionários. ‘‘Melhorar o serviço no atual regime de contenção de despesas é difícil’’, afirmou. A solução para os entupimentos, na opinião dele, depende da colaboração e da conscietização dos moradores em pôr no lixo o que é lixo.

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