Esgoto transborda e atrapalha alunos
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sexta-feira, 04 de abril de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Alunos e professores do Colégio Estadual Benjamin Constant, na área central de Londrina, voltaram a ter dificuldades na hora de entrar no estabelecimento ontem pela manhã. A rede de esgoto em frente à escola transbordou devido à chuva da madrugada e a Rua Amapá foi tomada por uma cachoeira de água poluída, que impedia o acesso a pé. Segundo os funcionários, o problema é antigo.
''Há décadas isso acontece, basta uma chuvinha um pouquinho mais forte, e a rua fica assim'', reclamou a secretária do colégio, Maria Aparecida Gonçalves. ''Há uns 15 anos, a Sanepar fez uma tubulação na beirada da escola, mas não adiantou nada. Hoje (ontem), está pior ainda.'' Cerca de 750 alunos dos ensinos Fundamental e Médio estudam no Benjamin Constant.
O vazamento de esgoto também afeta outras ruas próximas ao colégio. No lado oposto da Rua Atílio Scudeler, via em forma de zero onde a Amapá termina, o reparador de eletrodomésticos Sérgio Bezerra está acostumado com a água mal-cheirosa que transborda do esgoto nos fundos de sua casa. ''É sempre assim, e ninguém muda nada. A água vai pro córrego e é um perigo, porque a criançada toma banho aí'', alertou. ''Eu acho que a rede pluvial está se misturando com o esgoto, pois a quantidade de água é muito grande'', cogitou o diretor do colégio, Dirceu Vivan.
O diretor de manutenção da Sanepar, Mário Sirosse, confirmou esta suspeita. ''Muita gente, por desconhecimento, faz uma só saída para água da chuva e para a rede de esgoto, o que faz com que aconteça o transbordamento quando chove. Em regiões de declive, como esta rua, a água acaba virando uma cachoeira'', disse.
Ontem, técnicos da Sanepar chegaram ao local ao meio-dia e às 16 horas fizeram a rede voltar a funcionar. Até o final da tarde, continuaram a limpeza. A rede estava cheia de materiais como panos e plástico. ''É preciso haver conscientização. A Sanepar não pode fazer muita coisa, porque vamos lá uma semana, olhamos, e no dia seguinte alguém inicia uma obra ou uma reforma, a construção vai ter uma só saída para chuva e para esgoto, e o problema continua. A médio prazo, vamos fazer vistorias e tentar tomar medidas'', afirmou o diretor.


