Esgoto não suporta 'boom' de prédios na zona sul
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sexta-feira, 16 de maio de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
A prosperidade da construção civil na região do Altos do Igapó, zona sul de Londrina, está esbarrando numa grave limitação de infra-estrutura no local: a insuficiência da rede de esgoto. O mau cheiro nas imediações do Lago Igapó II mais forte das 18 às 20 horas, horário preferido por praticantes de caminhada evidencia que o esgoto está no limite da capacidade. Moradores e donos de construtoras que têm prédios em andamento na região temem que o sistema de esgoto entre em colapso até dezembro. É para quando está prevista a entrega de cerca de 300 novos apartamentos, aumentando bastante a demanda por saneamento.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Londrina (Sinduscon), José Roberto Hoffman, prevê que a situação pode se tornar crítica com os novos empreendimentos que estão sendo concluídos, e diz que os construtores não podem se responsabilizar. ''Faltou planejamento na infra-estrutura e agora cabe à Sanepar contornar o problema'', aponta.
Hoffman e outros donos de construtoras se reuniram com representantes da Sanepar e da Secretaria de Obras, no último dia 30, para exigir providências. Ficou acertada a construção de um novo sistema de esgoto, incluindo um interceptor, um emissário principal e uma rede coletora.
Segundo o gerente operacional da Sanepar na região metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, as obras estão orçadas em R$ 4 milhões e devem levar cerca de quatro meses para serem concluídas. A abertura do processo de licitação está prevista para junho. ''O sistema deve ficar pronto até dezembro e, até lá, continuamos realizando manutenções preventivas'', garante Bahls.
O presidente da Associação dos Moradores do Altos do Igapó, Ewerton Taveira Cangussu, não está tão otimista. ''Com todos os trâmites jurídicos da licitação, as obras não devem ser entregues até o fim do ano. Enquanto isso precisamos de alguma medida de controle'', exige. Cangussu, que também participou da reunião do mês passado, afirma que os moradores não ficaram satisfeitos, e que se nada for feito eles poderão acionar o Ministério Público.


