Esgoto, lixo e esperança
Manaus - Num pequeno flutuante, na beira do rio, todas as madrugadas registram o mesmo ritual: de três a quatro bois são abatidos à moda antiga, com a cruel marretada na cabeça. O couro é retirado, os cortes de carne são separados, as vísceras são rasgadas e os dejetos jogados no rio, no mesmo ponto de onde um balde dagua é retirado para "lavar" a carne.
Minutos depois as partes dos bois são expostas em ganchos, sem refrigeração, num mercado no centro de Manaquiri (AM). O relato da rotina local é feito pela professor Dirceu Abati enquanto mostra a sequência de fotos em seu computador portátil.
As condições sanitárias na pequena Manaquiri foram o maior desafio dos estudantes da Unisep. Falta coleta e o destino dos resíduos é inadequado. Tudo é jogado num lixão a céu aberto e não há tratamento de esgoto. Urubus estão espalhados pela cidade, disputando restos de comida com cachorros.
O clima, o tipo de solo e a presença constante de água dificultam a destinação dos resíduos. Já o problema do esgoto poderia ser resolvido com a instalação de fossas sépticas (onde o lixo entra em decomposição) e sumidouros (local onde os resíduos devem ser absorvidos pelo solo), além de um sistema de coleta e estação de tratamento.
Os universitários analisaram os problemas e fizeram relatórios com orientações técnicas e sugestões. O vice-prefeito, por sua vez, garante que as informações serão aproveitadas e o problema solucionado.(S.R.)





