Moradores e donos de empesas localizadas próximo da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama reclamam do mau cheiro provocado pelo vazamento dos esgotos do minipresídio na Avenida Rondônia. O problema é antigo. Os moradores, que não querem se identificar, ameaçam pedir providências ao Ministério Público. ‘‘De tempos em tempos aparece esse vazamento e não tem quem aguente ficar aqui por perto’’, diz uma funcionária de uma empresa agropecuária, localizada em frente à 7ª Subdivisão Policial. Segundo os moradores, o esgoto escorre a céu aberto nas sarjetas da Avenida Rondônia e desce e para outras ruas e avenidas próximas, poluindo vários quarteirões.
O delegado-chefe interino da 7ª SDP, Ângelo Colombo, disse que o vazamento acontece porque a tubulação que liga os esgotos do presídio à rede da Sanepar entope. ‘‘Os canos são finos e os presos costumam jogar roupas e objetos na tubulação’’, explicou. De acordo com Colombo, a delegacia desentope os canos, mas logo os presos entopem de novo. O minipresídio foi reformado no ano passado, mas a reforma não incluía a troca da tubulação por canos de diâmetro maior.
A chefe do serviço municipal de Vigilância Sanitária, Renata Petito, disse que o órgão tem cobrado uma solução para o problema. ‘‘Quando aparece o vazamento, a gente vistoria o local e pede providências, mas a única maneira de resolver de vez é substituindo a tubulação, o que exige dinheiro’’, diz Renata. Há cerca de oito anos, o minipresídio tinha problemas com a fossa asséptica que transbordava e exalava mau cheiro. A instalação da rede de esgotos da Sanepar deveria resolver o problema, mas acabou criando outro.

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