Esgoto expõe favela a doenças
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Lucília Okamura Londrina 
Paulo WolfgangProblema antigoCésar e Madalena, da Associação de Moradores: toda sujeira vai para o córrego que passa por 23 casas Moradores de um núcleo de favela localizado na parte de baixo da rua Zircônio (zona leste) reclamam, mais uma vez, de um antigo problema: a falta de rede de esgoto no local. Sem a infra-estrutura neste setor, o esgoto das 23 casas desemboca em um córrego que passa dentro da favela, causado vários problemas aos moradores.
César Alexandre Menoli dos Santos, da Associação dos Moradores do Jardim Ideal, relata que, como toda a sujeira das casas cai no córrego, as famílias correm o risco de doenças. As crianças são as mais prejudicadas, afirma. Além disso, as famílias têm de conviver com o mau cheiro constante. Às vezes não dá nem para almoçar por causa do cheiro ruim, confirma um morador.
Madalena Marques Miyadera, também da Associação, afirma que o problema já foi levado vários vezes para a Sanepar. Mas nada foi feito até agora, lamenta. O córrego que passa pelo assentamento segue por mais um quilômetro e desemboca no córrego Água das Pedras, onde está sendo feito um trabalho de combate à esquistossomose - doença conhecida popularmente como barriga dágua.
César dos Santos e Madalena Miyadera observam que de nada adianta limpar o córrego se não for providenciada a instalação de rede de esgoto que atende os moradores da rua Zircônio. O problema vai continuar, diz Madalena.
O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, explica que a primeira providência que os moradores devem tomar é comparecer à sede do órgão para conversar e dizer como está a situação. Assim poderemos fazer um estudo de viabilidade para atender essas famílias.
Paulo Kishima adianta, no entanto, que o local precisa estar regularizado para que as medidas sejam tomadas. Como vou fazer algo lá se não sabemos quem é o proprietário do terreno?
O assessor social da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), Humberto Rodrigues de Lima, confirma que a situação daquela área é irregular. Segundo ele, as 23 famílias ocuparam o terreno em 1975. Dá a impressão de o local estar urbanizado porque as casas ficam localizadas em frente à uma rua asfaltada.


