Esgoto de penitenciária polui ribeirão
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terça-feira, 24 de dezembro de 1996
Marcos Zanatta Sucursal de Maringá 
Parte do esgoto da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), inaugurada em abril, está sendo despejada na nascente do ribeirão Bandeirantes, em Paiçandu (10 quilômetros de Maringá). Depois de muita reclamação de moradores do Jardim Novo Horizonte, que tem quase 200 casas, e de proprietários rurais da região, a Vigilância Sanitária do município acionou o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Os donos de sítios localizados atrás da penitenciária reclamam que o esgoto corre a céu aberto no meio do pasto, onde são criados animais para abate. O IAP já acionou a direção da PEM, solicitando providências para eliminar o problema.
Segundo o chefe regional do IAP, Clóvis da Silva Lopes, o despejo de dejetos está irregular, apesar da penitenciária ter caixa de retenção de sólidos e de gordura. Como a obra foi construída em parceria entre prefeitura e governo do Estado, ele explica que é preciso acionar todas as partes envolvidas com o projeto.
O diretor da PEM, Antônio Tadeu Rodrigues, explica que nem todo esgoto do presídio é despejado no ribeirão. Ele diz que desde a inauguração o problema já existia, e que com a solicitação do IAP, o Departamento Penitenciário (Depen) em Curitiba foi acionado. Segundo Rodrigues, como a área onde está a penitenciária não é servida por rede coletora de esgoto, a obra tem uma caixa de rentenção de sólidos e outra de gordura. Apenas o líquido que passa pelo sistema é despejado no ribeirão, assim como ocorre no sistema convencional de tratamento de esgoto.
Rodrigues garante ainda que periodicamente é feita a limpeza das caixas, e que desde a inauguração da PEM em nenhum momento houve vazamento de material. A penitenciária tem atualmente 350 detentos e cerca de 100 funcionários. Segundo Rodrigues, o Depen já está acionando o setor de obras do Estado, que deve tomar as providências para sanar o problema. Ele acredita que com obras simples e rápidas, é possível instalar as tubulações necessárias para levar o líquido proveniente do esgoto até o ribeirão.
Ele acredita que com obras simples e rápidas, é possível instalar as tubulações necessárias para levar o esgoto até o ribeirão. O trecho sem tubos é muito pequeno, mas o suficiente para provocar reclamações entre os moradores, reconhece. A maior preocupação, segundo ele, é evitar a poluição do riacho que serve diversas propriedades próximas ao presídio.


