Esgoto de cadeia terá tratamento
O gerente de negócios da Divisão Regional da Sanepar em Foz do Iguaçu, Edgard Faust Filho, anunciou que nesta semana serão iniciadas as obras de um sistema de tratamento do esgoto da Cadeia Pública da cidade. Atualmente, os dejetos são depositados em fossas a céu aberto, nos fundos do presídio.
Há três meses os moradores do bairro Três Fronteiras (região leste da cidade), onde está localizada a cadeia, denunciaram a situação ao Ministério Público. Eles reclamaram que o esgoto a céu aberto provoca mau cheiro e proliferação de insetos, ratos e sapos. Em dias chuvosos, as fossas transbordam e desaguam no Rio Tamanduá, responsável por 50% do abastecimento de água de Foz do Iguaçu.
No final do mês passado, o promotor de Justiça José Geraldo Gonçalves determinou que a Sanepar executasse as obras num prazo de 120 dias. Caso contrário, seria obrigada a pagar multa de R$ 500,00 por dia. O promotor concluiu que os dejetos estavam contaminando o Rio Tamanduá.
Segundo o gerente da Sanepar, a companhia vem monitorando as condições da água do manancial e não registrou nenhum índice que comprovasse a possibilidade de contaminação. Não constatamos nada fora dos padrões, afirmou.
O esgoto captado pela Estação de Bombeamento que será construída no terreno da cadeia irá para a Unidade de Tratamento do Jardim Europa. A obra está orçada em R$ 51 mil e, segundo previsão da Sanepar, deverá ser concluída em 90 dias.
Faust Filho disse que a demora na resolução do problema do esgoto da cadeia se deve aos acordos anteriores entre Sanepar, Secretaria de Segurança Pública e Prefeitura de Foz do Iguaçu. Desde o início tínhamos o entendimento que aquela situação deveria ser compartilhada entre todos os órgãos envolvidos. Como isso não foi possível, a Sanepar e a promotoria tomaram essa medida de prevenção para não comprometer o manancial do Rio Tamanduá, afirmou.Ney de SouzaA céu abertoO esgoto da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu é despejado em fossas; aos fundos, o prédio do presídioEdna Mendes





