Esgoto chega a bairro através da Folha
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sexta-feira, 04 de agosto de 2000
Silvana Leão De Londrina 
Há pelo menos dois anos, moradores do Conjunto Rosa Branca, na zona leste de Londrina, convivem com os problemas decorrentes da falta de rede de esgoto em algumas ruas do bairro. Mau-cheiro, fossas entupidas e ruas alagadas por água suja são alguns destes problemas, registrados há 10 dias por matéria publicada na Folha. Na época, o gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, prometeu iniciar as obras de rede de esgoto no bairro.
Esta semana, a Folha foi procurada novamente por moradores da região. Desta vez, porém, para divulgar a boa notícia: desde segunda-feira operários da Sanepar trabalham nas ruas do bairro, preparando as valetas que receberão as tubulações do sistema de esgoto. Há muito lutávamos por isso. Já existia a possibilidade de instalação, mas a reportagem foi o empurrãozinho que faltava, disse o presidente do Conselho de Saúde da Região Leste (Conleste), Armando Porto Alegre. Segundo ele, já foram registrados seis casos de hepatite B no bairro, por causa do esgoto a céu aberto e consequente falta de higiene.
Ontem, os moradores comemoravam a possibilidade de poder melhorar a qualidade de vida. A gente estava tentando isso há muito tempo e não sabia mais o que fazer, disse a dona-de-casa Adair Helena Silva Gouveia, 44 anos, que procurou o jornal para falar dos problemas enfrentados na região. Na Rua das Ameixeiras, onde ela mora com quatro filhos, a instalação da rede não será possível tecnicamente, mas os moradores terão a opção de negociar com os vizinhos para que o esgoto atravesse seus quintais e seja escoado na rua de baixo. É o que dona Helena pretende fazer, assim que os trabalhos forem concluídos.
Outra moradora, Maria Donizete, de 40 anos, diz que vai pagar com prazer os R$ 4,70 por mês pela ligação do esgoto. A gente estava numa situação difícil, definiu. O pedreiro Roberto Ferreira, um dos primeiros a se mudar para a região, disse que os terrenos da região estão podres por causa do excesso de fossas, e em muitos locais não há mais como recorrer a elas porque, além das pedras (o local está próximo a uma antiga pedreira), se cavar além de 1,5 metro já começa a minar água. Vai ser uma limpeza, afirmou.
Segundo Paulo Kishima, não há uma previsão de quando serão concluídas as obras no Rosa Branca, pois o excesso de pedras dificulta os trabalhos. Ele informa que a Sanepar está tentando atender ao maior número possível de moradores. A empresa está investindo R$ 80 mil, que foram incluídos no seu Programa de Obras. Kishima explicou que os moradores vão pagar R$ 120,00 parcelados em até 36 vezes pela ligação da rede de esgoto.


