Campo Mourão Uma série de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça resultou na prisão de três homens acusados de tráfico de drogas em Campo Mourão. Outras duas pessoas estão foragidas. Ontem, o delegado-chefe interino da 16 Subdivisão Policial, Lindomar Alves Júnior, informou que vai pedir a prisão de mais cinco suspeitos.
As escutas telefônicas começaram no final de setembro. ''Graças a esses grampos, conseguimos três prisões em flagrante'', conta Alves Júnior. Estão presos James Martins, Muhamad Abdu Karin Sate e Daniel Inglês da Silva Júnior. Donizete Félix da Silva e Rosária Chaves tiveram prisões decretadas, mas fugiram.
O inquérito sobre os traficantes já está com quase 600 páginas. O delegado acredita que até o final das investigações sejam presos os responsáveis por mais de 90% do tráfico de drogas em Campo Mourão. A quadrilha é acusada de tráfico de cocaína e crack. Segundo Alves Júnior, o grupo vem lhe fazendo ameaças de morte. A última ameaça aconteceu ontem de manhã. O delegado recebeu a informação de que presos da cadeia local estavam com dois revólveres e iriam matá-lo numa rebelião que seria realizada entre ontem e hoje. ''Durante o motim o delegado seria chamado para a negociação e acabaria atingido'', explicou Alves Júnior.
Ontem de manhã, a Polícia Militar fez uma revista geral no mini-presídio. Encontrou diversas barras de ferro escondidas num buraco embaixo de uma cama e vários pedaços de serras, mas nenhuma arma de fogo. A cadeia de Campo Mourão tem capacidade para 60 presos, mas ontem estava com 94 detentos, entre homens e mulheres.

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