Luciane TononEm casaCarlos José Pasian fez de uma brincadeira com massa de modelar sua principal fonte de rendaA curiosidade de lidar com uma massa de modelar fez de uma brincadeira uma profissão para Carlos José Pasian, 23 anos, de Nova América da Colina (27 km ao sul de Cornélio Procópio). Ao perceber que era capaz de criar peças usando a modelagem, Pasian resolveu se aperfeiçoar na escultura em gesso e obter uma fonte de renda. Hoje produz uma média de 15 mil peças por mês.
‘‘Não imaginava que tivesse dom para a arte. Comecei brincando com uma massinha de modelar, há dois anos, quando estava desempregado. Hoje faço disso o meu sustento’’, diz. Em uma pequena oficina adaptada no fundo do quintal, Pasian e a mulher fazem uma média de 600 peças por dia.
O gesso, segundo Pasian, é o único material que reproduz uma peça com perfeição. ‘‘A escultura do molde pode levar até 15 dias para ficar pronta’’. A secagem das peças é feita no sol, mas com o auxílio de um preparo químico inventado pelo artista. Uma peça pode estar seca em dois minutos e meio, quando o normal seria quatro minutos e meio.
Em dois anos de trabalho, Pasian já fez 40 fôrmas. Cada uma pode produzir até cinco mil peças. O investimento em cada fôrma varia de R$ 60,00 a R$ 300,00, dependendo do tamanho. ‘‘É um investimento que vale a pena. Uma forma bem detalhada é renda garantida’’, explica.
Segundo ele, o preço das peças reproduzidas para venda no varejo varia entre R$ 1,50 a R$ 5,00. E o preço da forma vendida é estipulado pelo trabalho e tempo dispensado para confeccioná-lo. ‘‘Têm algumas de valor inestimado’’, diz.
As peças preferidas de Pasian são bichos exóticos como iguanas. Ele procura deixar a pintura mais parecida possível com o real. Quem for ao ateliê de Pasian pode encontrar desde guirlandas natalinas e imagens de santos até espécies raras como o atual ‘‘chupa-cabras’’. A comercialização das peças (pronta entrega) se concentra na região Norte, principalmente Londrina, Cornélio Procópio, Jataizinho e Apucarana.

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