Escrivão é libertado
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segunda-feira, 27 de outubro de 2003
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O escrivão Rogério Mussi foi libertado sexta-feira após a Justiça conceder alvará de soltura, mas está afastado de suas funções policiais. Apesar de estar em liberdade provisória, ele vai responder a inquérito criminal e processo administrativo. Mussi foi detido em flagrante na quinta-feira, por suspeita de concussão extorsão praticada por funcionário público pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e ficou uma noite no 2º Distrito Policial (DP).
De acordo com o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Jorge Barbosa, o escrivão está à disposição da Divisão Policial do Interior (DPI). ''A DPI vai agora determinar o destino do policial'', explicou. Uma fonte da DPI afirmou que Mussi vai responder processo criminal e procedimento administrativo. ''Nestes casos, o primeiro procedimento é o afastamento temporário'', destacou.
O caso de Mussi será então encaminhado para a Comissão de Processo Disciplinar e Corregedoria da Polícia Civil. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Público informou que o processo pode resultar em demissão do escrivão, que é policial civil há 22 anos.
Mussi foi preso ao receber um cheque de R$ 2,3 mil de J.M.S., 46 anos. O valor seria pagamento para que ele ''segurasse'' um inquérito que havia retornado do Fórum para o 3º Distrito Policial, onde trabalhava. A vítima, que responde por estelionato, afirmou à PIC ter recebido telefonemas de Mussi desde 8 de setembro. Em depoimento, J.M.S. afirmou que o escrivão teria sugerido que vendesse o carro para pagar a quantia.


