Escrivão é afastado da PC por extorsão
Osmani Costa
Cesar AugustoInvestigaçãoPromotora entrega denúncia ao delegado-chefe: ação criminalA promotora da 5ª Vara Criminal do Fórum de Londrina, Solange Vicentin, entregou na tarde de ontem ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil, Vanderci Corral Fernandes, documentos contendo a denúncia de crime de concussão - extorsão cometida por funcionário público - contra o escrivão lotado na Delegacia de Trânsito da Cidade, Cláudio Maranezi Cunha.
Vanderci Fernandes se disse surpreso ao receber os documentos e adiantou que afastaria imediatamente Cláudio Cunha de suas funções, devolvendo-o ao comando da Polícia Civil (PC) em Curitiba, e solicitaria ao Conselho da PC a abertura de procedimento administrativo para investigar a responsabilidade do policial denunciado.
A denúncia de extorsão contra Cláudio Cunha vinha sendo analisada há cerca de 20 dias pelos promotores da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina. Ela fora feita por um motorista envolvido em acidente automobilístico que resultou em dois mortos, no início deste ano. Segundo o denunciante - cujo nome está sendo mantido em sigilo pela PIC por motivo de segurança -, Cláudio Cunha teria solicitado no primeiro contato R$ 500,00 para ‘engavetar’ o processo de responsabilização pelo acidente fatal. No segundo encontro, o denunciante teria entregue ao escrivão R$ 200,00 e um óculos de fabricação italiana.
Ao mesmo tempo em que solicitaram providências ao delegado-chefe da PC, os promotores da PIC encaminharam a abertura de ação processante contra o escrivão junto à 5ª Vara Criminal. O crime de concussão prevê pena que varia de dois a oito anos de reclusão. ‘‘O trabalho da PIC será árduo e intrasigente contra este tipo de comportamento de funcionários públicos’’, afirmou o promotor Miguel Jorge Sogaiar. ‘‘Este tipo de trabalho da PIC é importante e deve servir de exemplo. E tem o nosso irrestrito apoio’’, comentou Vanderci Fernandes.

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