Escoteiros vão plantar 2.700 árvores
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Da Redação 
Paulo WolfgangDe cabeçaBárbara Haro, 11 anos: Quero me especializar em mergulhosCerca de 900 escoteiros iniciam, na manhã de hoje, o plantio de 2.700 mudas de árvores de espécies nativas em três fundos de vales londrinenses. Os escoteiros participam do 16º Acampamento Regional do Paraná (ARP), que está sediado no parque de exposições Ney Braga, foi aberto oficialmente ontem à noite e prossegue até sábado.
As mudas de perobas, canelas, aroeiras, pitangas e outras árvores serão plantadas até sexta-feira, nos fundos de vales do conjuntos habitacionais Luis de Sá e Milton Gavetti (zona norte), e do parque Tucanos (zona sul). O plantio será acompanhado por técnicos da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), que sugeriram os três locais por apresentarem avançado estado de degradação e necessitarem de rápida recuperação.
O plantio faz parte da programação de atividades externas do ARP, que reúne cerca de 2 mil escoteiros vindos de todo o Paraná e de outros estados convidados, como Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Divididos em grupos, eles participarão de treinamentos com cordas no salto do Apucaraninha, de combate a incêndio nas instalações da empresa Cacique de Café Solúvel, de corrida com orientação em percurso no parque Arthur Thomas, e de caminhada de resistência na estrada do Limoeiro.
Ontem à tarde, os escoteiros terminaram de montar cerca de 600 barracas, no espaço onde normalmente fica instalado o parque de diversões durante as exposições agropecuárias e industriais. Gisele Passos Lima, 19 anos, veio de Curitiba e trabalha na equipe que cuida da infra-estrutura. Segundo ela, as condições materiais do Parque Ney Braga são muito boas.
Paulo WolfgangIdeal de grupoGisele Lima, 19 anos: O que importa mesmo é a solidariedade
Os principais objetivos deste evento são aprender a conviver em grupo, praticar o companheirismo e a confraternização, defender o meio ambiente , e exercitar em profundidade os valores e ideais mais caros ao ser humano, explica Gisele Lima. Ela lembra que, entre os escoteiros, o que importa é a solidariedade e não a competição.
Bárbara Nickel Haro, 11 anos, pratica o escotismo há quase dois anos e participa, pela primeira vez, de um grande acampamento regional. Satisfeita com a infra-estrutura do acampamento em Londrina, ela se diz ansiosa para iniciar as atividades de campo, principalmente as ligadas a tarefas aquáticas. Tenho interesse em me especializar em mergulhos e em missões de salva-vidas na água, comenta. Ela veio de Curitiba acompanhada por dois irmãos mais novos.
(Osmani Costa)


