Odair StraliottiPerigoEscorpiões
capturados
por
técnicos
da
Funasa
em
Apucarana;
os mais
perigosos
são os
marronsA proliferação de escorpiões está causando preocupação aos moradores de Apucarana, principalmente os da região próxima ao Cemitério da Saudade. Várias pessoas que moram perto do cemitério, na área central da cidade, e até funcionários da prefeitura que trabalham no local procuraram a 16ª Regional de Saúde para pedir providências em relação ao grande número de escorpiões.
As pessoas que estiveram na Regional de Saúde disseram que os escorpiões começaram a aparecer em maior número há uma semana, a partir da elevação da temperatura. Segundo funcionários do cemitério, no local é possível matar ou capturar até 30 ou 40 escorpiões por dia.
O setor de Vigilância Sanitária da Autarquia Municipal de Saúde também recebeu ontem reclamações de moradores de bairros, que se manifestaram apreensivos com o surgimento de escorpiões.
O problema foi encaminhado aos técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que ainda ontem vistoriaram o cemitério velho e outros domicílios.
Conforme avaliação preliminar do supervisor da Funasa em Apucarana e região, Valdecir Pardini, o que mais preocupa é o aparecimento de escorpiões marrons (Tityus bahiensis) na região do cemitério.
‘‘Este tipo é um dos mais perigosos, sua picada é extremamente dolorida, e pode até causar consequências mais graves’’, revela Pardini.
Ele informa que existem várias espécies, mas apenas duas merecem mais atenção: o Tityus serrulatus (cauda amarela) e o Tityus bahiensis (cauda marrom).
Os escorpiões, que medem de 6 a 8,5 centímetros, têm hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob lascas de árvores, pedras, troncos podres, madeiras empilhadas e até no interior das casas.
Como forma de obter mais informações e orientação sobre como agir, técnicos da Funasa capturaram e remeteram vários escorpiões ao Centro de Informações Toxicológicas, de Curitiba.
‘‘A princípio estamos orientando as pessoas para que tenham muito cuidado, principalmente com as crianças, para evitar o contato com os escorpiões’’, afirmam os técnicos da Funasa.
MutirãoValdecir Pardini explica que não existe inseticida de comprovada eficiência para combater o escorpião e a providência mais adequada de momento seria evitar condições favoráveis para o seu habitat e proliferação.
Ele sustenta que, a aplicação de inseticida em locais com maior concentração de escorpiões só iria provocar o seu deslocamento para a vizinhança.
Pardini constatou ontem que existe no cemitério um acúmulo de entulhos e madeiras e que isso gera proliferação de cupins e baratas, alimento predileto do escorpião. ‘‘Diante desta situação, nossa intenção é promover um mutirão para limpar toda a área e, ao mesmo tempo, capturar o maior número possível de escorpiões, utilizando pinças’’, anunciou o técnico da Funasa.

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