O setor de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina realizou ontem mais uma visita à indústria de confecções Tecivest, localizada na Avenida Tiradentes (zona oeste), onde foi encontrado no início da semana um foco de escorpiões amarelos, considerados os mais perigosos para a saúde do homem. O primeiro animal foi visto por um funcionário da empresa no mês passado, mas como era pequeno, a Vigilância não chegou a ser comunicada.
Até ontem, já haviam sido encontrados 17 escorpiões, entre adultos e filhotes, em caixas de fiação telefônica localizadas na calçada da fábrica de roupas. Todos eles estão sendo encaminhados ao Centro de Controle de Intoxicações (CCI) do Hospital Universitário (HU). De acordo com o gerente da empresa, Wanderley Lunardelli Junior, todos os escorpiões foram encontrados fora da empresa e nenhum dos 80 funcionários foi picado.
A diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Rosângela Menezes Alvanhan, informou que os técnicos da Vigilância estão realizando constantes visitas à indústria, com o objetivo de esclarecer sobre os cuidados a serem tomados e tentar capturar novos animais. Os funcionários também estão sendo orientados a não mexer nas caixas de fiação.
‘‘Estes animais vivem em locais escuros e saem à noite para se alimentar de baratas, moscas, grilos e aranhas, entre outros’’, disse Rosângela Alvanhan. Ela esclareceu que o nome científico do escorpião amarelo é Tityus serrulatus, e que a espécie tem a peculiaridade de se reproduzir por partenogênese: só existem fêmeas, que criam até 15 filhotes no dorso, até que atinjam a maturidade sexual.
Rosângela não descarta a possibilidade de existir mais focos do animal na cidade, e a suspeita é que tenham chegado até aqui em algum carregamento originário do Estado de São Paulo ou Minas Gerais. Estes Estados concentram 50% das ocorrências com escorpião no País. Entre os sintomas provocados pela picada estão forte dor local, náuseas, vômitos, diminuição do pulso, queda de pressão e cansaço. Em Londrina, os casos suspeitos devem ser encaminhados o mais rápido possível para o CCI, que também fornece orientações por telefone, 24 horas por dia. O telefone é (43) 371-2244.

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