''Hoje em dia a polícia tem uma área muito grande para cobrir'', explica Sidnei (nome fictício), proprietário de uma empresa que faz rondas de moto para vigiar as casas. Ele alega que não são todos os cidadãos que têm condições de pagar um alarme monitorado, que custaria cerca de R$ 70 por mês. Sidnei acredita que o simples fato de o vigia monitorar a região toda já faz o assaltante pensar duas vezes. ''Além disso, a pessoa telefona e nós acompanhamos o serviço de entrada e saída das casas, que é quando ocorre a maioria dos casos de roubo'', destaca.
Ele conta que esse serviço de escolta já evitou muitos problemas. ''Toda semana acontece de a gente escoltar alguém e frustrar uma tentativa de assalto'', ressalta. Sidnei reconhece, porém, que os vigilantes não têm como impedir que os crimes aconteçam. ''Vigilância não é seguro. Quem não quer ter nenhum prejuízo precisa fazer um seguro de sua residência. Nós apenas damos suporte para evitar essas ocorrências'', esclarece.
Para Sidnei, a periodicidade não prejudica o trabalho de vigilância. ''Mesmo que a gente passasse toda hora não seria possível evitar todos os furtos. Mas quem quer cometer um crime mais ousado fica mais tempo observando, e a gente pode identificar esses suspeitos e acionar a polícia'', alega. Ele afirma que seus funcionários não andam armados. (A.I.)

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