Escolher profissão é um drama para a maioria dos jovens
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Elisa Marilia 
Curitiba
Kraw PenasOpçõesKarin Fujiwara vai fazer vestibular para Engenharia Civil, Helena Rolin, para Arquitetura. Fernando Carneiro (ao lado), coordenador de curso pré-vestibular: Já temos uma carga horária bem apertada e não temos tempo para testes vocacionaisPara a grande maioria dos vestibulandos, a escolha do curso acontece em cima da hora de fazer a inscrição para o concurso. Uma pesquisa realizada por Selena Garcia Greca, psicóloga e especialista em orientação profissional, concluiu que 87% de um grupo de 600 estudantes do terceiro ano do segundo grau não tinham decidido para qual curso prestar vestibular a apenas três meses das inscrições.
Esses dados explicam a alta evasão nos cursos universitários brasileiros. Os dados do Ministério da Educação apontam uma desistência média de 40% dos que entram numa faculdade. Esse número causa preocupação geral, tanto em orientadores, como em pais e professores. Sem falar nos próprios estudantes, que já vivem durante a adolescência um período de crise.
Em geral atribui-se o problema ao despreparo dos estudantes. A maioria não tem maturidade nem consciência suficientes para fazer uma escolha tão importante como esta, afirma a psicóloga.
Os guias de profissões são um ponto de partida, mas de forma alguma devem ser o único instrumento de escolha. O processo de definição de uma profissão é bem mais amplo, diz Selena. Na análise dela, os jovens precisam de informações mais aprofundadas sobre as profissões e principalmente de auto-conhecimento. Escolher uma carreira não é algo estanque e também não acontece de um dia para o outro. Eu defendo a idéia de incluir no currículo escolar, desde o primeiro grau, a orientação profissional, diz Selena.
Segundo ela, mesmo se não for cursar o segundo grau ou uma faculdade, o jovem deve ter um direcionamento sobre que tipo de função é mais inclinado a exercer.
No Centro de Orientação Vocacional e Profissional, em Curitiba, a psicóloga trabalha na orientação de estudantes e reorientação de quem já atua no mercado de trabalho, mas está descontente com a profissão.
Na tentativa de ajudar a solucionar o problema da indecisão e, posteriormente, do arrependimento, a psicóloga está lançando o Guia do Estudante do Paraná, livro de 200 páginas sobre 76 cursos nas áreas de ciências humanas, exatas e biológicas em faculdades e universidades do Paraná.
O guia é resultado de um trabalho que durou dois anos, conjugando a experiência com dinâmicas de grupo e com trabalho de orientação profissional a alunos do segundo grau.


