Algumas pessoas preferem se precaver e colocar nomes diferentes nos filhos, para evitar problemas com homônimos. Foi o caso das professoras e irmãs Eleucinéia Alício de Lima e Eleucilene Alício de Paula.
''Eu não gosto de nomes comuns, acho que se a pessoa é única, o nome deve ser único também. Além disso evita problemas com outros'', justifica Eleucinéia. Mãe de um garoto de 9 anos e uma menina de 2, escolheu Yandriw Frederico para o primogênito, que por sua vez inventou Ynkny Lisiê para a irmã. ''Juntei meu nome e o do meu primo'', explica o garoto e acrescenta: ''De trás para frente é a mesma coisa.'' Os nomes compostos, segundo ela, foram uma precaução caso as crianças não gostassem da primeira opção, o que não aconteceu. ''Não posso chamá-lo de Vinícius que ele fica bravo'', conta.
Eleucilene afirma não ter pensado em homônimos, mas diz que já elogiaram o nome do filho por não haver risco de dois iguais. ''Era uma pessoa que havia tido vários problemas e achou legal a minha escolha.'' Keldrey Vinícius, 17 anos e Kauendrey Matheus, 7, também têm a opção de um segundo nome, mas adoram a escolha da mãe. O caçula, inclusive, pensa nos nomes que dará aos filhos.
Os dois garotos afirmam que não tiveram grandes dificuldades para aprender a escrever os nomes e que os colegas de escola também aprendem logo como chamá-los. As mães contam ter outras duas irmãs, mas os sobrinhos têm nomes mais ''comuns''. (E.G.)

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