Escolha seu país de destino
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quarta-feira, 03 de setembro de 2008
Marian Trigueiros<BR>Especial para a FOLHA 
Muitos são os estudantes que vêm investindo em estudos no exterior, buscando aperfeiçoamento e um diferencial para o mercado de trabalho. Estudar ou trabalhar em outro país traz crescimento pessoal, vivência de uma nova cultura, fluência na língua e, principalmente, experiência de vida. Características indispensáveis num mundo corporativo que reforça a exigência por pessoas flexíveis e com maturidade para lidar com as mais diversas situações.
A boa notícia é que o sonho de passar uma temporada em outro país não está mais tão distante como anos atrás. Profissionais do ramo dizem que, com a valorização do real, este é o momento ideal para brasileiros fazerem cursos no exterior.
A jornada começa na escolha do país, instituição e o curso. E com tantas opções, não é fácil escolher um destino específico. ''Estudar fora requer muita força de vontade e dedicação. É preciso ir atrás de todos os detalhes, para não ter contratempos ou até mesmo uma decepção. É muito importante que se faça uma boa avaliação do destino, considerando alguns itens como o custo-benefício, cultura e a língua'', explica Suzana Queiroz, presidente do Faubai (Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais).
Segundo ela, o primeiro passo para quem tem interesse em fazer uma graduação no exterior é procurar o departamento responsável pela cooperação internacional da universidade local. Esses departamentos mantêm parcerias e convênios com instituições estrangeiras a fim de facilitar o intercâmbio de alunos. ''Hoje os convênios e parcerias mais comuns são para que o aluno passe apenas uma temporada no exterior, chamada de mobilidade estudantil, e não o curso todo. A mobilidade pode ser feita também em instituições no Brasil'', diz.
Onde procurar
Em Londrina, os interessados podem contar com a Assessoria de Relações Internacionais da Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''Temos vários convênios com instituições em todo o mundo. A cada ano, aumentamos o número de protocolos de intenção junto às universidades estrangeiras e também brasileiras'', comenta a assessora interina Elena Andrei
Segundo ela, a seleção dos candidatos varia de acordo com a instituição, mas em geral é preciso ter concluído um número de créditos e ter e bom desempenho acadêmico. ''Para a UEL, o estudante precisa ter cursado o primeiro e a metade do segundo ano, não estar no último ano, e ter duas reprovações, no máximo. Para o aluno não correr o risco de perder o período de estudo, antes mesmo de ele requerer a vaga na universidade, o colegiado do curso faz uma avaliação se as disciplinas são correspondentes ao histórico daqui. Caso contrário, a mobilidade não é legalizada'', destaca. Alunos de qualquer universidade, podem pleitear o convênio.
Outra alternativa é procurar por uma agência particular. Se o aluno optar pela agência, vale lembrar que ele deverá arcar com todas as despesas. É uma opção bem mais cara, porém mais tranquila. O papel das agências é facilitar todo o processo, com acompanhamento profissional desde a escolha do programa, orientação até auxílio na retirada de visto. O valor vai depender do programa, curso e país escolhido.
Para quem vai por conta própria, é importante que vejam se os certificados e diplomas obtidos no exterior terão validade no Brasil, pois nem todos os cursos têm equivalência aqui. Uma boa dica para quem não tem idéia por onde começar, é visitar o portal Universia (www.universia.com.br), que oferece conteúdos e serviços gratuitos a todos os segmentos da comunidade acadêmica.


