Escolha do transporte escolar exige atenção
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sexta-feira, 27 de março de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O motorista do transporte escolar Marcelo Pereira, 41 anos, que fugiu de fiscalização com cinco crianças na van na quinta-feira, ainda não havia se apresentado à polícia até a tarde de ontem. A ocorrência chamou a atenção para a necessidade de cuidados na hora de contratar um profissional para transportar estudantes. A abordagem ao veículo transformou-se em ocorrência policial, uma vez que o condutor cometeu infrações de trânsito na fuga e agrediu um agente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Uma técnica de enfermagem de 21 anos, que preferiu ter a identidade preservada, conta que optou por profissionais de confiança da família ao contratar o transporte escolar para a filha de três anos. O casal escolhido, conta a jovem, foi responsável por levar e buscar a irmã dela na escola por mais de dez anos.
''A confiança é total. Fui algumas vezes na van para saber como ele dirige e o cuidado que toma com os outros veículos'', comentou. Ela também conferiu de perto o trabalho da monitora, responsável por conferir os cintos de segurança dos passageiros, entre outras providências.
Outro cuidado recomendado pela mãe é conhecer, ''além do lado profissional, o lado pessoal dos contratados.'' Ela conta que sabe, inclusive, onde os profissionais moram. As precauções básicas, como conferir a documentação do motorista e do veículo e a regularização junto à CMTU, também foram observadas pela técnica de enfermagem.
De acordo com o diretor de Trânsito da CMTU, Sérgio Dalbem, o órgão tem cadastrados 125 veículos regulares. Ele calcula, no entanto, que entre 30 e 40 clandestinos atuem na cidade. Para coibir a ação dos irregulares, blitze estão sendo realizadas. Ontem dois veículos foram apreendidos.
Na vistoria, são verificados itens de segurança, higiene e conforto, documentação do carro e do motorista. O veículo ganha um selo indicativo da licença para trafegar e um cartão de vistoria, onde constam a data e a validade do serviço, que é de seis meses.
A renovação do cadastro custa R$ 192,39 por semestre. Os motoristas que querem entrar no serviço pagam ainda taxa de autorização de R$ 530,50 e R$ 306,62 pela liberação da licença para trafegar. O transporte escolar irregular gera multa de R$ 364,64 e o veículo pode ser pode ser apreendido. A vistoria pode ser agendada pelo telefone 3379-7900. ''Quando a pessoa legaliza o serviço mostra que tipo de conduta tem'', salienta Dalbem.
Para Álvaro Antonio Dorso, representante de uma associação de tranporte escolar, os pais devem estar atentos, exigir ver a documentação e conferir pessoalmente as condições do veículo. Na opinião da presidente da Associação do Transporte Escolar de Londrina, Marlene Petrachini, os valores altos incentivam a clandestinidade. ''Os preços dos insumos subiram e a margem de lucro diminuiu'', constatou.


