Empresários, representantes de companhias aéreas e integrantes do Ministério da Aeronáutica se reúnem hoje, a partir das 17h30, em São José dos Pinhais, para discutir a situação do Aeroporto Afonso Pena. O tema do debate será a instalação de equipamentos para reduzir a quantidade de horas que o aeroporto permanece fechado por causa das condições meteorológicas.
A reunião acontecerá na sede da coordenadoria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em São José dos Pinhais. Os diretores das empresas que operam no Afonso Pena serão consultados sobre a viabilidade de instalação do ILS-3, um equipamento que permitiria aterrisagens com visibilidade zero. A resposta manifestada pelos empresários da aviação civil vai direcionar a aplicação dos recursos de melhoria das condições de navegação aérea do aeroporto.
Técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC) e da Diretoria Eletrônica de Proteção ao Vôo (DEPV) farão uma exposição sobre o funcionamento do ILS-3. Em seguida, haverá um espaço para as empresas se pronunciarem a respeito dos investimentos que terão de promover na eventualidade do sistema de auxílio aos pousos entrar em funcionamento.
Apesar de considerar o ILS-3 como o equipamento mais moderno de auxílio nas manobras de aterrisagens, a Aeronáutica já divulgou relatório optando pela ILS-2, um modelo menos potente, mas mais adequado para o Afonso Pena. Ele reduziria o tempo de fechamento do terminal, que hoje é de 600 horas por ano, para 300 horas. A Aeronáutica prevê até o início do ano que vem a implantação do ILS-2 no Afonso Pena. O equipamento custa cerca de R$ 5,8 milhões, aproximadamente R$ 200 mil a menos que o ILS-3.
‘‘Sem dúvida teremos uma definição no nosso futuro. A reunião é crucial para a melhoria das operações aéreas do Afonso Pena’’, comentou o superintendente da Infraero, João Roberto de Paula.
O presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho, disse que não há mais condições de manter o principal aeroporto do Estado operando com constantes problemas devido ao mau tempo. ‘‘Isso não pode existir nesse mundo globalizado, de competição’’, afirmou. O empresário destacou que é preciso solucionar o problema logo, sob o risco do Paraná estar comprometendo seu desenvolvimento econômico. ‘‘A situação hoje é precária e o Aeroporto Afonso Pena não pode dar um nó na aviação do País. Isso seria uma loucura’’, afirmou Carvalho.

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