Escolas vão cadastrar deficientes
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quinta-feira, 29 de março de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Mensalmente, são abertas de 30 a 50 vagas para pessoas com deficiência em Londrina. Destas, nem metade é preenchida, apesar de a Agência do Trabalhador do Sistema Nacional de Emprego (Sine) possuir um cadastro de 1.500 pessoas, porque os dados estão desatualizados. Para tentar resolver esse problema, o Sine lançou, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o programa ''Inclusão no mercado de trabalho para pessoas com deficiência''. O lançamento foi realizado ontem de manhã na agência do Sine.
A idéia é fazer uma espécie de recadastramento através de todas as 85 escolas municipais e 75 estaduais de ensino público na cidade. ''Hoje em dia, para cumprir as exigências legais, é grande o número de vagas. Esse programa vai facilitar o acesso ao cadastro, já que a pessoa vai poder se dirigir à escola mais próxima para passar as informações'', afirmou Roberto Gonçalves, gerente do Sine. As pessoas com deficiência também poderão se cadastrar através das entidades assistenciais, como Apae, Iles, Instituto de Cegos e Adefil, e, a partir do dia 3, pela internet, no site da Prefeitura de Londrina (www.londrina.pr.gov.br), além da própria Agência do Trabalhador.
Segundo Gonçalves, a lei que exige que as empresas contratem pessoas com deficiência muitas vezes não é cumprida por falta de adequações físicas e de preparo por parte dos candidatos. ''É preciso também fazer um trabalho de identificação junto às empresas, para saber quais os setores em que a pessoa com deficiência pode atuar, e a partir daí realizar cursos preparatórios'', sugeriu.
O programa também conta com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Procuradoria Regional do Trabalho da 9 Região. Para ajudar na divulgação, cartazes e fôlderes serão afixados em ônibus do transporte coletivo, escolas, repartições públicas e outras instituições.
''Esse programa é uma forma de a escola também cumprir seu papel social. Além disso, os profissionais ainda podem identificar os não alfabetizados e dar o devido encaminhamento'', apontou a secretária de educação Carmem Baccaro Sposti.
Para Alexandre Coitinho, membro do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), a iniciativa é importante para aumentar o número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mas também as empresas precisam dar mais oportunidade. ''Não adianta só pensar em cumprir a lei. Muitas vezes a pessoa não tem a escolaridade desejada para a função, mas pode ser aproveitada, quem sabe em outro cargo. O importante é deixar que ela mostre a sua capacidade, sem tratar como coitado'', apontou. Coitinho atende às pessoas com deficiência que procuram o Sine, e informou que os cargos mais comuns para esses profissionais são o de auxiliar de linha de produção e auxiliar de serviços gerais.


