Escolas terão que fazer reposições
Curitiba Os pais e os estudantes foram avisados da mobilização, um dia antes, por um comunicado oficial da APP Sindicato. O protesto deixou o alunado dividido, já que as escolas terão que planejar a reposição de aulas em horários extra-classe. No Colégio Estadual do Paraná que tem cerca de 5,3 mil alunos matriculados no Ensino Médio, a comunicação às vésperas não influiu muito na ida dos alunos à escola.
A redução das turmas foi sentida por alguns estudantes.''Metade dos meus colegas faltaram, é claro, porque muitos acham que reduzir só vai tornar a aula uma enrolação e gastar passagem de ônibus. É ruim para quem ficou em casa e injusto para quem veio e não teve aula normal'', critica a estudante Júlia Withers, de 16 anos. ''Acho o motivo do protesto justo. Mas para os estudantes é sempre uma complicação e vamos ter que repor aulas no sábado'', acredita Júlia.
Na escola, alguns professores participaram da manifestação, outros ficaram discutindo internamente as reivindicações, durante o resto da manhã. ''Os professores têm a liberdade para decidir sobre a adesão. Mas com certeza, toda a atividade que interfere na programação normal de aula acaba trazendo algum tipo de prejuízo pedagógico. A escola vai estudar a reposição dessas aulas'', informa a diretora auxiliar, Tânia Maria Acco. ''Percebi que os professores estavam divididos. Uns apoiavam o protesto e outros diziam que não queriam participar da paralisação'', conta a estudante Fernanda Manosso, 15 anos. (F.G)





