A Associação dos Professores do Paraná (APP/Sindicato) prepara o Dia Estadual de Debates em Defesa da Escola Pública, na próxima quarta-feira, e o Grande Ato em Defesa do Ensino Público, a ser realizado no dia 29, em Curitiba. Os professores Luís Martins, presidente da APP/Sindicato, Núcleo de Londrina, o secretário de Organização da Diretoria Estadual da APP/Sindicato, Luís Carlos Paixão, e o conselheiro Palmo Fidélis estiveram ontem na Redação da Folha e disseram que as políticas propostas pelo governo do Estado representam o sucateamento do ensino público no Paraná.
‘‘As medidas propostas e adotadas pelo governo Jaime Lerner estão deteriorando as condições físicas e pedagógicas da rede estadual, desvalorizando a carreira dos professores e atacando as entidades representativas do funcionalismo’’, destaca Martins.
Para discutir essas questões, a APP/Sindicato está organizando um debate na próxima quarta-feira em todas as escolas estaduais. Professores, funcionários, estudantes, pais de alunos e todos os interessados vão utilizar o período das duas últimas aulas de cada turno para discutir a situação, sugerir propostas de mobilização e indicar representantes para o ato público.
Os dirigentes sindicais disseram que muitas escolas de todo o Estado necessitam de reformas; muitas não dispõe de repasse de verbas nem para comprar giz; professores são obrigados a ministrar aulas em lugares improvisados. ‘‘Além de toda a precariedade das escolas, o governo está descumprindo leis que asseguram direitos, reduzindo benefícios sociais e tentando destruir a resistência com o corte do repasse em folha de pagamento das contribuições’’, queixa-se Fidélis, em tom de denúncia.
Martins, Fidélis e Paixão disseram, ainda, que no tempo da ditadura os servidores faziam manifestações, protestos e greves mas nunca foram tão perseguidos quanto neste governo. ‘‘É incompreensível e inaceitável que um governo eleito pelo voto popular tome decisões tão autoritariamente e contra os interesses do povo’’, acrescentou Luís Paixão.

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