Escolas tentam evitar uso de drogas
Maigue Gueths
De Curitiba
Na tentativa de reduzir os números alarmantes que apontam para o crescimento de casos de gravidez, do consumo de drogas e da incidência de Aids entre os jovens, as escolas vêm investindo na realizanção de programas que discutam o assunto. Nesta batalha, o Centro Paranaense de Cidadania (Cepac) decidiu iniciar, este ano, nos colégios estaduais um novo método de trabalho. Ao invés de proferir palestras para os alunos, como fazia até o ano passado, a entidade passou a trabalhar com professores, diretores e orientadores das escolas, os quais se transformarão em agentes multiplicadores, repassando as informações para os demais profissionais de suas equipes.
As primeiras turmas começaram a receber os cursos ontem. De segunda a sexta, 150 profissionais de 32 colégios estarão realizando um curso de sensibilização, com 20 horas de duração em turmas de manhã, tarde e noite. Além de não estarmos conseguindo atender a demanda das escolas pelas palestras, nós sentimos que só uma palestra não conseguiria o mesmo resultado de um trabalho continuado, feito por quem tem vínculo afetivo com os alunos, diz o diretor executivo do Cepac, Toni Reis.
O Cepac pretende atender, este ano, as 75 escolas de ensino médio da rede estadual em Curitiba. Além do curso, os participantes recebem um kit com material explicativo de como atuar junto aos alunos e como multiplicar seus conhecimentos com outros profissionais. O curso faz parte do projeto Aprendendo a Viver, desenvolvido pelo Cepac em parceria com as secretarias municipal e estadual da Saúde e a Secretaria de Estado da Educação.
Segundo a psicóloga Maria Tercília, do Centro Superior de Ensino à Distância (Cead) Poty Lazaroto, que atende principalmente adultos acima de 16 anos, até os mais velhos desconhecem regras básicas de prevenção. A gente tem que levar a educação além do caderno. O adolescente não tem orientação em casa, as meninas engravidam porque acham que isso não aconteceria tão fácil e mesmo os mais velhos têm problemas, os homens com alcoolismo e as mulheres porque nem sabem quando estão doentes, diz.
A professora Eva de Fátima Costa Brava, do Colégio Estadual Rodolfo Zanibelli, também acha que o educador acaba acumulando outros papéis à sua função de ensinar. A gente tem que sentir o aluno e perceber se ele está com algum problema, comenta.





