Escolas religiosas se unem em pool para encarar concorrência
A tendência cada vez mais comum de colégios se transformarem em megaempresas voltadas à educação tem encontrado eco até mesmo nos tradicionalíssimos meios religiosos. Apontadas como conservadoras não só por serem administradas por congregações religiosas mas também por terem uma história de quase um século, quatro escolas de Curitiba, e mais duas do interior do Estado e três do Rio Grande do Sul, resolveram unir forças. Para o próximo ano letivo, já estará operando o Centro Integrado de Educação Sagrado Coração (Ciesc).
O novo pool reúne os colégios Sagrado Coração de Jesus, Santa Terezinha do Menino Jesus, Imaculada Conceição e Madre Clélia, em Curitiba; unidades do Colégio Sagrado Coração de Jesus em Ponta Grossa e Nova Esperança, no interior do Paraná; e mais três no Rio Grande do Sul: o Sagrado de Bento Gonçalves, a Mater Amabilis, em Nova Araçá, e a Escola de Educação Infantil Lar do Bebê, em Porto Alegre.
Segundo a Irmã Neli Faccin, coordenadora do Ciesc, só em Curitiba serão 8 mil alunos e 541 professores. Os colégios continuarão operando em suas próprias unidades, mas com a grade curricular e as mensalidades unificadas, além de disponibilizar a todos os alunos a infra-estrutura de cada escola.
A concorrência está cada vez mais forte. Queremos fazer face aos grandes colégios que estão dominando Curitiba, diz Irmã Inês Calixto. Segundo a irmã, a filosofia pedagógica do Ciesc pretende formar um cidadão crítico, participativo, preparado para a vida de forma criativa. As aulas de ensino religioso e a preparação extra-curricular para a primeira comunhão também continuam.
O aumento para o próximo ano letivo ficou em torno de 5% a 6%, segundo Irmã Inês. O ensino de 1º Grau terá mensalidades de R$ 200, e o 2º Grau, de R$ 255.Albari RosaO Sagrado Coração de Jesus é uma das escolas participantes do grupoMariela de Castro Santos





