Escolas reclamam de curso da APM
Edna Mendes
Enviada a Uraí
Três proprietários de escolas de informática de Uraí (26 quilômetros a leste de Cornélio Procópio) estão acusando a Associação de Pais e Mestres (APM) do Colégio Estadual Professora Regina Tokano de irregularidades na contratação de uma empresa de informática que deve ministrar cursos aos estudantes. Os empresários alegam que estão sendo prejudicados por causa da implantação do curso e que foram preteridos pela APM que não deu chances para que participassem da concorrência.
A empresa de informática MSD, de Brasília, foi escolhida pela APM para ministrar cursos para estudantes no contraturno escolar em 11 computadores comprados pela entidade. A mensalidade é de R$ 9,00 e os cursos são abertos à comunidade.
O dono da Q.I. Informática, Gustavo Konrado Junior, afirma que nenhuma das empresas locais teve chance de participar do processo de concorrência aberto pela APM. Fomos apenas chamados para irmos até o colégio onde fomos comunicados sobre a escolha da MSD. A diretora da escola disse que não tinha interesse em nossas propostas, sem mesmo nos dar chance de apresentá-las, afirma. Além de Konrado, os empresários Omar Zebian, da CDI Informática e Idiomas e José Odiezel de Almeida, da Diamond Informática também reclamam da APM.
Konrado disse ainda que o preço cobrado pela MSD está fazendo com que as três escolas de informática da cidade sejam prejudicadas porque elas não podem praticar o mesmo valor. Nós pagamos impostos, temos funcionários e temos outros gastos, enquanto que a MSD não tem gasto nenhum, já que os computadores são da APM e o curso é oferecido na própria escola, reclama. A mensalidade dos cursos oferecidos pelas escolas convencionais custa, em média, R$ 25,00.
A diretora do colégio, Sueli Maria Bachim dos Santos, disse que a reclamação é injusta porque as três empresas alegaram, na época, que não tinham condições de concorrer com a empresa que foi escolhida. Eles tiveram a mesma oportunidade, mas não fizeram propostas. Para nós, o que importa é que os cursos sejam baratos e alunos tenham acesso a eles, disse.
De acordo com o chefe do Núcleo Regional de Educação, Edson Wagner Azolini, o projeto do curso de informática que deve ser ministrado pela MSD Informática no Colégio Regina Tokano ainda não foi aprovado pela Secretaria Estadual de Educação. Escolas em todo o Estado estão fazendo projetos esperando a normatização da secretaria. Esses cursos são específicos para estudantes carentes que não têm condições de pagar cursos particulares, disse.
Segundo ele, as APMs não precisam, necessariamente, abrir concorrência para nenhum tipo de serviço a ser oferecido aos estudantes e à comunidade. A APM é uma instituição jurídica legal e tem autonomia, explicou.





