Escolas receberão computadores
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segunda-feira, 29 de março de 1999
Anna Camanducaia 
Um total de 547 escolas estaduais (25,1%) deverão estar equipadas com 5,5 mil computadores até o final deste ano. A meta é do Programa de Informática na Educação (Proinfo), do Ministério da Educação (MEC). Ontem, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, esteve em Curitiba para inaugurar o primeiro laboratório do Proinfo no Estado, com 21 computadores, no Colégio Estadual Leôncio Correio.
Dentro de duas semanas, mais 16 escolas estarão recebendo os equipamentos. Nos próximos dois meses, serão outras 120. As 137 escolas da primeira fase do Proinfo, que abrangem 95 municípios do Estado, receberão 1,5 mil computadores.
O Proinfo, que foi lançado em abril de 1997, deve atender seis mil escolas brasileiras e 7,5 milhões de alunos, com 105 mil computadores, neste ano. A previsão é de que ainda 219 Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE) sejam montados no País, 1.419 profissionais multiplicadores e 6,6 mil técnicos de suporte, formados, e 25 mil professores, capacitados. Queremos levar o computador para dentro da escola pública para que esses alunos tenham as mesmas condições que os estudantes das escolas particulares, no que diz respeito à tecnologia, afirmou o ministro.
Segundo a secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba, a informática pedagógica será a marca da educação no próximo século e dos quatros anos de sua gestão.
Uniandrade - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, também falou em sua visita sobre a ampliação do ensino superior e os casos recentes de irregularidades do Centro Universitário Andrade (Uniandrade) e da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).
Segundo o ministro, a mudança para centro universitário ou universidade não está sendo facilitada. Existem regras a serem seguidas e avaliação das instituições. Mas a expansão do ensino superior é uma necessidade, desde que a qualidade seja garantida.
O MEC criou comissões para trabalhar em paralelo à Justiça e verificar as irregularidades dos dois estabelecimento. O vestibular de Direito da UTP foi anulado no dia 24 de março pela suspeita de favorecimento a filhos de autoridades paranaenses. A investigação na Uniandrade está sendo feita por ter anunciado a criação de 47 cursos, sendo que tinha autorização para apenas oito cursos.


