Escolas querem ocupar prédio de hospital com salas de aula
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Ivan Santos<br> Da Sucursal 
Escolas da Região Metropolitana de Curitiba estão disputando com a Secretaria da Justiça, o direito de ocupar o antigo Hospital Psiquiátrico de Piraquara, abandonado há cerca de cinco anos. O Estado tomou posse do hospital, que tem 13 mil metros quadrados e oito pavilhões, em 92, depois que foi decretada sua falência.
Com a falta de espaço para atender a demanda por vagas, as escolas locais começaram a ocupá-lo no ano seguinte, depois de reforma parcial feita pelo Departamento de Construções do Estado (Decom). O anfiteatro do hospital também serve hoje como depósito de materiais para o Teatro Guaíra.
Agora as escolas reivindicam a transformação do hospital em um complexo educacional. Ao mesmo tempo, a Secretaria da Justiça, para quem o governo repassou a propriedade, pretende transferir para lá a administração do Departamento Penitenciário do Estado, no início de 97.
Na semana passada, a disputa foi parar no gabinete do secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig. O deputado estadual Péricles de Mello (PT), presidente da comissão de Educação da Assembléia Legislativa, e a diretora do colégio estadual Mário Brandão Teixeira, Sirley Marquiorato, pediram a interferência do secretário junto ao governo para que o hospital seja ocupado pelas escolas que atendem Piraquara, Quatro Barras e Campina Grande do Sul.
O colégio Mário Teixeira já ocupa um dos pavilhões do hospital, atendendo a 1.200 alunos de 1º e 2º graus e cursos profissionalizantes. Outro pavilhão está sendo reformado para também ser usado pela escola.
Estou sendo obrigada a limitar o número de vagas por falta de espaço, diz Sirley Marquiorato. Segundo ela, outras escolas da região vivem o mesmo problema. A diretora condiciona a adesão do colégio ao Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Proem), à transformação do complexo em um Centro de Ensino Pós-Médio. Seria uma forma de compensar o fim dos cursos de magistério e administração, diz ela.


