Apesar de as escolas terem autonomia para discutir seu projeto político-pedagógico, as instituições aguardam instruções mais específicas para discutir a inclusão do espanhol. No Colégio Estadual São José, localizado no Jardim Leonor (Zona Oeste), por exemplo, não há previsão de quando o idioma vai ser inserido à grade curricular.
''Creio que vá ser discutida em outubro ou novembro, quando formos discutir o projeto político-pedagógico do ano que vem'', prevê a diretora Rosa Maria Tanios. Ela afirma não saber de que forma a disciplina pode ser implementada na escola, nem se a instituição já tem condições de adotá-la. ''Mas sempre é bom uma língua estrangeira a mais'', avalia.
''A única instrução que recebemos é de que a escola que possui profissionais habilitados concursados já pode ofertar o espanhol'', informa Claudecir Almeida da Silva, diretor do Colégio Estadual Marcelino Champagnat. A escola possui um Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem), e dispõe de três professores nessa disciplina. ''A situação aqui não é tão complicada, já que oferecemos o inglês na grade curricular e o espanhol no Celem. Existe a possibilidade de apenas invertermos as posições'', avalia o diretor.
Hoje, o Celem do Champagnat tem mais de mil alunos de língua espanhola, entre estudantes e pessoas da comunidade. O curso, ofertado duas vezes por semana, é certificado pela Secretaria Estadual de Educação, e tem uma grande fila de espera. Apesar de já possuir uma estrutura para se adequar à lei, não há uma previsão de quando o colégio vai inserir o espanhol na grade curricular. ''Não existe uma instrução sobre o assunto, por isso ainda não nos programamos. Estamos aguardando uma posição do Estado'', afirma. A escola tem hoje 1.200 alunos no ensino médio. (A.I.)

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