Silvana Leão
Várias escolas de Londrina aderiram ontem às manifestações ligadas ao movimento ‘‘Escola na Rua da Escola’’, promovido pela Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), que visa mostrar à comunidade os problemas do ensino público no Estado. Cada estabelecimento optou por um tipo de atividade, como panfletagem em pontos estratégicos da cidade, ruas de recreação e debates internos com professores, alunos e funcionários sobre o descaso do governo com as escolas.
O secretário de organização da secretaria estadual da APP/Sindicato, Luiz Carlos Paixão da Rocha, afirmou que uma das reivindicações é um plano de carreira que valorize as escolas e os profissionais que atuam nelas. Segundo ele, existem duas propostas, uma formulada pela categoria e outra pelo governo, que ‘‘destrói a carreira do magistério e leva as escolas públicas à privatização’’.
Rocha explicou que as manifestações têm também o objetivo de envolver a comunidade, mostrando que o governo não visa mais a qualidade, mas apenas reduzir os investimentos e o tempo do aluno em sala de aula. ‘‘Se continuar assim, com o tempo os pais não terão outra alternativa senão colocar os filhos em escolas particulares’’, disse, lembrando que as atividades organizadas pela AP/Sindicato fazem parte de uma jornada em defesa da escola pública.
‘‘Ainda há várias manifestações programadas, como cartas encaminhadas ao governo, participações em sessões de Câmaras, pedindo o apoio de vereadores e debates com a comunidade. ‘‘Queremos fazer da luta pela educação um grande movimento da sociedade paranaense’’, definiu Rocha.
O calendário da APP vai culminar com uma grande manifestação - o Dia de Luta e de Luto do Magistério -, no dia 30 de agosto, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba.
Segundo o presidente da APP/Sindicato, Luiz Martins Lima, em todo o Estado houve a adesão de mais de 90% ao movimento. ‘‘Em alguns municípios, como Assaí (36 km a leste de Londrina) a paralisação aconteceu em 100% das escolas. Em Londrina, das 70 escolas estaduais, cerca de 60 fizeram alguma atividade ligada ao manifesto.
O Colégio Estadual de Guaravera (distrito de Londrina) aproveitou a data para também pedir o reconhecimento do ensino de 2º grau, que funciona na escola há vários anos, em prédio da subprefeitura. Ele reivindica ainda melhor estrutura para atendimento aos alunos.
Segundo a professora Odila Sílvia Knobbe Zani, as atividades incluíram passeata, peças de teatro, apresentações musicais, paródias e desfiles de moda, para chamar a atenção da população.

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