O Ministério da Educação e o Ministério da Saúde começaram, em 2006, a trabalhar em um projeto que deve resultar, até 2011, na instalação de 40 máquinas de distribuição de camisinhas em escolas de três capitais brasileiras: João Pessoa (PB), Brasília (DF) e Florianópolis (SC). A ideia é ampliar o acesso ao preservativo no ambiente escolar. As instituições que participarão do projeto piloto integram o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), que conta com o apoio da Unesco, do Unicef e do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).
Segundo informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, o SPE visa a promoção da saúde sexual e da saúde reprodutiva, além de reduzir a vulnerabilidade de adolescentes e jovens às doenças sexualmente transmissíveis (DST), à infecção pelo HIV, à Aids e à gravidez não planejada. O projeto piloto deve durar seis meses e a instalação das máquinas nas escolas depende da aceitação da comunidade escolar (professores, alunos e pais).
As capitais que participam da iniciativa foram aquelas em que o protótipo da máquina foi desenvolvido, exceto o Distrito Federal, incluído no projeto pela aproximação com o Ministério da Saúde. O modelo foi desenvolvido por meio de um concurso (Prêmio de Inovação Tecnológica) realizado nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet) de todo o Brasil. A definição de quantos preservativos cada aluno terá direito de pegar por semana será feita ao final do projeto piloto.
Pesquisa da Unesco publicada em 2007 revela a boa aceitação de pais, professores e alunos às camisinhas nas escolas. Segundo informações do Ministério da Saúde, o estudo foi encomendado devido à polêmica de que as ações vinculadas ao SPE incentivavam a prática sexual. A pesquisa foi realizada em 135 escolas públicas de 33 localidades do País, de 14 estados, e foi conduzida pela Unesco no Brasil.
Os números mostram que, quando a iniciativa é atrelada a um projeto pedagógico e há discussão com a comunidade escolar (professores, pais e alunos), a distribuição de camisinha nas escolas é bem aceita; 89% dos estudantes e 63% dos pais aprovaram a iniciativa. Apenas 5% dos alunos, 6% dos professores e 12% dos pais pesquisados acham que essa ''não é função da escola''. (S.L.)

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