Escolas ganham mais 280 mil vagas
No ensino médio, o número de estudantes cresceu de 260 mil para 400 mil nos últimos três anos no Paraná
Da Redação
Arquivo FolhaLugar
garantidoSomente neste ano, com a campanha das matrículas, as escolas estaduais e municipais receberam 37 mil novos alunos; comitês municipais foram formados para buscar nas casas as pessoas em idade escolar O Paraná registrou nos últimos três anos um aumento de 280 mil alunos nas escolas do sistema estadual de educação. Os novos alunos matriculados este ano no ensino fundamental (antigo 1º grau) e no ensino médio (antigo 2º grau) superam a população da cidade de Maringá. Só as três séries do ensino médio tiveram sua frequência aumentada de 260 mil alunos, em 1994, para 400 mil alunos neste ano, o que, na mesma linha de comparação, equivale quase à população de Guarapuava.
‘‘Estamos desenvolvendo um trabalho intenso com o objetivo de inclusão de 100% das crianças e adolescentes que estão fora da sala de aula’’, explica a superintendente da Secretaria da Educação, professora Zélia Maria Marocchi.Só neste ano, com a deflagração de uma campanha de matrículas, a rede municipal e estadual de ensino conseguiu atingir 37 mil novos alunos. ‘‘Nós buscamos essas crianças e jovens dentro de suas casas. Além de garantir vaga para todos aqueles que vieram à escola, nós formamos comitês municipais, com o apoio de agentes de saúde, e fomos em busca de quem não nos procurou. O resultado foram esses 37 mil novos alunos encaminhados para a rede municipal e estadual de ensino’’, explicou.
O aumento do número de matrículas também tem como aliado o projeto Da Rua para a Escola, uma parceria entre as Secretarias da Criança e Assuntos da Família e da Educação. Implantado em 1995, este programa já levou para a escola 40 mil crianças, entre 0 e 18 anos, que antes viviam em situação de risco pessoal e social. Através do programa, 12.491 famílias recebem cestas básicas e acompanhamento de assistentes sociais.
Além das aulas, os alunos têm acompanhamento escolar e cursos, no contraturno, de artes plásticas, música, esporte e teatro, ajudando a recuperar sua auto-estima. O projeto Da Rua para a Escola está sendo ampliado este ano, com a assinatura de convênios com mais de 182 municípios, totalizando 388 municípios em todo o Estado.
As palavras de ordem da educação no Estado têm sido incluir e permanecer com sucesso. Por isso, além dos programas que visam levar todas as crianças para a escola, também foram desenvolvidas ações para evitar a evasão e melhorar o desempenho escolar.
Exemplo típico desse trabalho é o programa de correção de fluxo e aceleração de aprendizagem. O objetivo são os alunos de 5ª a 7ª série que deveriam estar, no mínimo, duas séries mais adiantados, de acordo com a sua idade.
A Secretaria da Educação envolveu, neste programa, 109 mil alunos em 1997. Desse total, 71 mil conseguiram saltar no mínimo dois anos e estão na 8ª série ou no 2º grau. Neste ano, além do acompanhamento dos alunos que passaram pelo programa de correção de fluxo, estão sendo trabalhados mais 91 mil alunos na mesma situação.
‘‘Estamos atingindo 200 mil alunos com uma defasagem que, não só custava caro para o Estado e o município, como também era um fator de desmotivação’’, resume a economista do Projeto Qualidade no Ensino Público, Maria Luiza Marques Dias. Como reforço escolar, também foi criado o programa Estudos Complementares de Férias. São 30 horas de recuperação por disciplina, durante as férias, para o aluno reprovado em até duas matérias.
O antigo supletivo, destinado a jovens e adultos que não puderam frequentar a escola na idade adequada, também apresenta números mais do que animadores. Em três anos, o supletivo seriado - aquele que exige frequência em aulas - dobrou na rede estadual, passando de 8.695, em 1995, para 15.232 estudantes em 1998. Estes números incluem apenas o ensino médio. Incluindo o supletivo não seriado nos ensinos fundamental e médio, houve um aumento de 60 mil alunos, passando de 150 mil para 210 mil no período.
‘‘Desde o início, o governo tem feito um esforço grande para garantir o ensino fundamental a todas as pessoas em idade escolar. E esse tratamento tem sido dado também ao ensino médio. Os números de expansão de matrículas e frequência escolar que o Paraná apresenta hoje são um reflexo dessa política de inclusão e permanência, com sucesso, da população na escola’’, avalia Zélia Maria Marocchi.
O antigo 2º grau está passando por uma revisão curricular intensa neste ano, que corresponde à ampliação física das escolas estaduais. Através dos recursos do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Proem), estão sendo adequados os prédios escolares.
Só neste ano serão mais de R$ 86 milhões - de um total previsto de R$ 250 milhões - investidos em laboratórios de ciências, informática, microcomputadores, bibliotecas e obras de reforma e ampliação das escolas. Somados, os recursos do Proem e do Projeto Qualidade no Ensino Público do Paraná (PQE), este voltado para o ensino fundamental, alcançam R$ 478 milhões. Outros investimentos foram feitos na infra-estrutura das escolas (R$ 38 milhões), materiais didáticos e livros (R$ 28 milhões) e na Universidade do Professor (R$ 30 milhões).

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