Escolas foram padronizadas durante ditadura
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sábado, 15 de abril de 2006
Renata Cafardo<br> Agência Estado 
São Paulo A arquitetura escolar teve seu melhor momento nos anos 50 e início dos 60. Foi quando surgiram escolas públicas projetadas por grandes arquitetos como Paulo Mendes da Rocha e João Batista Vila Nova Artigas. O período militar, que veio logo a seguir, acabou com a experimentação na área e padronizou projetos. Os resultados são vistos até hoje em estruturas públicas sem criatividade ou bom aproveitamento espacial.
''Muitas escolas públicas que existem hoje não têm projeto, as pessoas as identificam por um muro e uma placa indicando ''escola estadual'', diz o arquiteto Fabio Valentim, do Una Arquitetos, que participa do projeto de novas escolas do governo de São Paulo. A professora e especialista em história da arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Helena Ayoub Silva, aponta um complicador: a manutenção. ''O governo dá dinheiro para as diretoras fazerem reformas. Elas enchem de grade, fazem um puxadinho e acabam com o projeto'', diz.
A arquitetura escolar ganhou importância no País só depois da Proclamação da República, em 1889. Imponentes e com influência francesa, fazem parte do cenário paulistano escolas projetadas por Ramos de Azevedo, como a Caetano de Campos, na Praça da República. Segundo Helena, a preocupação dos projetos era com ''controle e higiene'' e havia uma rígida separação espacial de meninos e meninas.


