Escolas estréiam carteiras especiais
DivulgaçãoA carteira especial não tem assento, facilitando a adaptação da cadeira de rodasEstudantes portadores de deficiência física dependentes de cadeiras de roda começam a utilizar carteiras especiais nas escolas públicas no Paraná. São carteiras maiores desprovidas de assento e que, através de uma abertura, permitem uma melhor acomodação do aluno. O novo mobiliário passa a atender alunos paraplégicos que se sentiam desestimulados a frequentar as salas de aulas por falta de espaço adequado.
Para chegar ao modelo ideal, a Fundepar testou durante quatro meses vários projetos. Os testes foram avaliados pelas próprias Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais e tiveram total aprovação dos usuários. Atualmente, 690 carteiras já estão sendo utilizadas em escolas de diversas regiões do Estado. A meta, para este ano, é atender 2.500 portadores de deficiência.
O Paraná possui hoje 13.563 alunos portadores de deficiência nas escolas. Outros 33.561 recebem atendimento através de convênios com 298 instituições especializadas.
A distribuição das carteiras especiais nas salas de aula e a necessidade de garantir uma maior atenção aos portadores de deficiência nas escolas são alguns dos assuntos que estão em debate num seminário sobre educação especial na Universidade do Professor, em Faxinal do Céu. O encontro conta com a participação de especialistas internacionais.
Além das carteiras especiais, diversas outras providências vêm sendo tomadas para facilitar o acesso do portador de deficiência nas escolas. Algumas escolas também possuem banheiros adaptados, bebedouros e telefones acessíveis, portas mais largas e corredores com piso não escorregadio. Toda escola que possui algum aluno portador de deficiência motora ou psiquíca pode comunicar a Secretaria da Educação que, na medida do possível, procura promover adaptações. Trata-se de uma garantia constitucional.
A utilização de equipamentos para leitura em braille e do sorobã, para o aprendizado da matemática, ambos destinados aos portadores de deficiência visual, além de gravadores, também vem sendo estimulada nas escolas públicas do Paraná. Tudo isso aliado a debates sobre adaptações curriculares, como os que estão acontecendo na Universidade do Professor, começam abrir uma nova perspectiva para o ensino especial no Paraná.
O encontro em Faxinal do Céu termina hoje. Participam dos debates secretários municipais de Educação, representantes de entidades que atendem portadores de deficiência e professores ligados ao ensino especial.





