Escolas estaduais retomam aulas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
O fim da greve dos professores estaduais não provocou transtornos nas escolas de Londrina, ontem. O índice de adesão ao movimento, segundo a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Sandra Regina Amaral, foi de 2,4%. Apenas no primeiro dia de greve, a paralisação total atingiu três das 126 escolas que integram o Núcleo. Todas elas no município de Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina).
Ontem, o NRE emitiu um comunicado para as direções das escolas repassando a organização da reposição das aulas perdidas. Sandra destacou que deverão ser assegurados aos alunos as 800 horas/aulas e os 200 dias letivos do calendário escolar. O Núcleo exige ainda que essa reposição ocorra ''no prazo mais curto possível'', observou a chefe.
A baixa adesão dos professores, na opinião de Sandra, mostrou que os salários não são a única preocupação da categoria, mas sim a qualidade do ensino e as condições de trabalho. ''Temos trabalhado bastante para que os professores tenham melhores condições de serviço'', justificou.
A diretora do Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), Rosicler Bueno, disse que 30% dos professores da escola estavam em greve. Para que os alunos não fossem prejudicados, a direção elaborou um horário provisório. Assim, foram perdidas em média, apenas duas horas/aula por dia. A escola pretende que os professores reponham as aulas aos sábados, durante as atividades culturais que estão agendadas.
No Colégio Vicente Rijo a adesão foi menor, apenas 10% dos professores paralisaram as atividades. A consequência, segundo o diretor, Carlos Ricardo Caflavsky, foi a suspensão diária de no máximo, quatro das 38 turmas da escola. Ele disse que estavam fazendo o levantamento do número de horas/aulas perdidas e aguardava a orientação do Núcleo para organizar as reposições.


