Escolas estaduais escolhem direção
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
No dia em que as quase 2,1 mil escolas da rede estadual de ensino escolhem seus diretores por meio do voto da comunidade escolar, alunos, professores, funcionários e pais de alunos do Colégio Estadual do Paraná (CEP) participam de um plebiscito para dizer sim ou não às eleições diretas naquela instituição. O CEP é uma das poucas escolas públicas do Estado excluídas do processo de eleição. A expectativa é que cerca de 4,5 mil pessoas manifestem sua posição.
O plebiscito -organizado pelo Grêmio Estudantil do CEP e por um comitê Pró Diretas- tem o apoio do Sindicato dos Professores do Paraná (App-Sindicato). É resultado de uma mobilização iniciada no ano passado, quando alunos pediram ao governo do Estado, sem sucesso, a substituição da diretora Maria Madselva Ferreira Feiges, por discordarem de sua administração.
"Essa (a eleição) é uma reivindicação antiga, desde que a lei (que rege as eleições) foi instituída. O Estadual é um colégio referência, que tem uma comunidade escolar ativa e, mais uma vez, está de fora das eleições", destacou a presidente da App-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho. A intenção é chamar a atenção da sociedade e do governo e sensibilizar os deputados estaduais para que o projeto de lei, que altera a legislação atual e estabelece eleições para diretor no CEP, seja votado.
A matéria já tramitou por todas as comissões temáticas do Legislativo e está pronta para ir a plenário. O resultado do plebiscito será entregue, amanhã, ao autor da proposta, Mauro Moraes (PMDB), e ao presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM).
A diretora do CEP preferiu não comentar o movimento que pediu sua saída no ano passado por acreditar que não exista relação com a mobilização pelo plebiscito. Destacou que é favorável às eleições, defendendo que a gestão democrática deve se basear em dois eixos: na democratização das relações internas e na socialização do conhecimento.
Cerca de 5 mil professores se candidataram às eleições para diretor. O CEP não participa do processo por ser um órgão de regime especial. A escolha da direção é feita por indicação do governo estadual. No Colégio da Polícia Militar, nas escolas confessionais (cedidas à administração pública por instituições religiosas) e nas que funcionam em penitenciárias também não há eleições. Segundo informações da Secretaria de Estado da Educação, a votação mobilizará 2,3 milhões de pessoas, entre professores, funcionários, alunos e seus pais. A apuração começa após o fim da votação, que acontece no período das aulas (das 8 às 22 horas). O resultado deve sair hoje mesmo. Os diretores eleitos tomarão posse em 1º de janeiro de 2009 e ficam no cargo por três anos.


