As aulas nas escolas de Londrina começaram há um mês mas muitas ainda enfrentam um sério problema: faltam professores. A cada dia a situação fica mais difícil para os alunos que terão que dedicar tempo extra na reposição das disciplinas perdidas.
No Colégio Estadual Marcelino Champagnat faltam professores de biologia e matemática para duas turmas do 2º ano. São 84 alunos que perderam 12 dias letivos de aula de cada disciplina. O diretor da escola, Claudecir Almeida da Silva, disse que na segunda-feira foi contratado o professor de biologia e que as aulas começarão a ser repostas. ''Todo ano letivo inicia com falta de professores'', declarou.
Segundo ele, dois modelos serão utilizados para reposição. Uma idéia é realizar aulas aos sábados e outra é adotar a 6 aula, com o horário sendo ampliado até as 12h40. Mas o diretor mostrou preocupação. ''Mesmo com a reposição você tem prejuízos. Os alunos não têm passe de ônibus para vir aos sábados e alguns trabalham à tarde e não poderão ficar para a 6 aula'', afirmou.
Ivone Pimenta de Salles, mãe de Veridiana que cursa o 2º ano na escola, está insatisfeita com a situação. ''São disciplinas fundamentais e não tem professor'', criticou. Ela disse que duas vezes na semana a filha tem apenas duas aulas porque ou outros três horários são das disciplinas que ainda não têm professor. ''Desmotiva a estudante e atrapalha o aprendizado. Como ela vai estar pronta para o vestibular?'', indagou.
No Instituto de Educação Estadual de Londrina (IEEL) o problema também é grave. ''Tem turma que chegou a ficar sem três professores'', salientou a diretora Rosicler Bueno. A situação é mais crítica no ensino médio onde faltam professores de matemática, português e geografia. ''O (professor) de física apareceu na terça-feira'', contou.
Para amenizar o número de ''janelas'', a escola está adotando um sistema de atividades. Nos horários vagos os alunos resolvem exercícios ou têm atividades de educação física. Mas nem sempre isso é possível e os alunos precisam ficar aguardando no pátio ou vão para a casa mais cedo quando é a última aula. ''Isso dá ociosidade e desmotiva os alunos. Sem falar que eles querem continuar batendo papo no pátio ao invés de voltar para aula'', disse.
A responsabilidade por contratar professores é do Núcleo Regional de Educação. A coordenadora do recursos humanos, Angela Maria Borsato, informou que desde o início do ano letivo o núcleo esgotou todas as possibilidades para encaixar os professores. ''Às vezes tem vagas que ninguém pode ficar'', argumentou. Agora o Núcleo está convocando os professores contratados temporariamente na última seleção, ocorrida em janeiro deste ano. ''Tem que regularizar a situação o mais rápido possível'', acrescentou.
Segundo Angela, ainda no primeiro semestre haverá um concurso para a contratação de professores e a situação deve ser resolvida, inclusive minimizando o problema para o ano que vem.

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