Escolas do Paraná vão aumentar mensalidades no ano que vem
As escolas particulares do Paraná devem aumentar entre 3% e 5% o preço da matrícula e das mensalidades para 1999. A tendência foi revelada ontem pelo vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe), Jacir Venturi, e contraria o que está acontecendo em São Paulo, por exemplo, onde as mensalidades vão baixar no próximo ano. Alguns colégios paulistas devem ter mensalidades com até 20% de redução.
Venturi argumenta que as escolas da capital de São Paulo cobram mensalidades entre 50% e 60% mais caras que as de Curitiba e, por isso, podem fazer a diminuição de valores. Aqui nós trabalhamos no limite, afirma. O professor e sindicalista alega que as escolas do Paraná têm quase os mesmos custos que as escolas paulistas, a mesma qualidade de ensino, mas trabalham com mensalidades menores.
Nem mesmo a crise que se anuncia é motivo, segundo Venturi, para uma redução. O sindicalista diz que mesmo em países como os Estados Unidos, onde a inflação é próxima a zero, as mensalidades escolares têm aumentos de cerca de 8% ao ano, devido aos investimentos das instituições em tecnologia.
O auxiliar financeiro do Colégio Marista Santa Maria, Vilmar Zampieri, revela que as escolas do Paraná tendem a seguir a perspectiva anunciada por Venturi. A princípio deve haver acréscimo, confirmou. Zampieri diz, no entanto, que está esperando uma orientação da mantenedora do colégio, que funciona em São Paulo. O auxiliar revela que a mantenedora quer esperar o anúncio de um possível pacote do governo federal para então tomar a decisão se aumenta ou reduz as mensalidades.
O Colégio Positivo também deve aumentar sua mensalidade em 4%, segundo a assessoria de imprensa da direção da entidade. De modo geral, as escolas reproduzem as argumentações de Venturi para justificar os aumentos. Segundo Venturi, não há negociação para estipular os aumentos. Cada escola tem liberdade para definir seus preços, levando em conta, conforme o sindicalista, a realidade do mercado.Arquivo FolhaEm São Paulo, preços podem cair 20%, mas no Paraná subirão até 5%James Alberti





