Escolas de Maringá aderem à greve dos alunos de Sarandi.
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terça-feira, 27 de março de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
Mais de 1,7 mil alunos do ensino médio noturno das cinco maiores escolas estaduais de Maringá aderiram à greve dos estudantes de Sarandi em protesto pela mudança de horário. Um grupo de alunos está acampado desde anteontem em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá. O novo horário das aulas noturnas atingiu mais de 7,1 mil estudantes de Sarandi e Maringá. A grande maioria reclama da dificuldade em conciliar o trabalho com a escola.
Segundo líderes do movimento estudantil, o acampamento e a greve não têm prazo para terminar. As manifestações contra o novo horário estabelecido pela Secretaria Estadual de Educação para acompanhar a Lei de Diretrizes e Bases iniciaram há duas semanas. Até o ano passado as aulas noturnas eram das 19h15 às 22h45. Este ano passaram das 18h45 às 23h15. Pela nova lei a carga do ensino médio noturno deve ter 800 horas de aulas.
Conforme a chefe do Núcleo, Dilce Genari, a Secretaria Estadual vai formar uma comissão para tentar junto aos conselhos estadual e nacional de Educação alternativas para a adequação da lei aos alunos trabalhadores. Todos entendem o problema dos estudantes, mas não podemos ir contra uma lei federal, alega Dilce.
Para os estudantes, a direção das escolas devem buscar de forma individual alternativas para o horário das aulas noturnas. Eles reclamam que se nada for feito, muitos serão obrigados a estudar no Centro de Ensino Supletivo (CES), que atualmente é denominado de Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEEBJA). Conforme o Núcleo de Educação, 2,6 mil alunos do ensino médio frequentam o centro.
Os estudantes de Sarandi, que estão acampados em frente ao Núcleo de Educação de Maringá, chegaram na cidade em passeata. Portando faixas e cartazes protestaram durante todo o trajeto.


