Algumas Associações de Pais e Mestres (APMs) de Londrina administram contratos de publicidade junto à iniciativa privada muito antes da aprovação da Lei Estadual 13.411, proposta pelo deputado Renato Gaúcho (PDT). A lei, aprovada em dezembro de 2001, permite que a iniciativa privada colabre com as escolas em troca de publicidade nos bens doados ou em outdoors.
Uma das escolas de Londrina é o Colégio Estadual Professor Vicente Rijo, que conta com 3,2 mil alunos. Localizado no centro da cidade, o terreno da escola é um dos locais mais disputados pelas agências de publicidade, que mantêm 14 propagandas, entre frontlights, outdoors e pinturas.
Sobre a nova lei, o presidente da APM do colégio, Edmilson Montenegro Junior, comentou que não haveria problemas, já que os negócios são legais e conhecidos por todos. ‘‘Os contratos são feitos há mais de dez anos. A avaliação, aprovação e administração são mantidas pelo conselho’’, disse, lembrando que o faturamento com publicidade, somado às contribuições do grupo e locações do ginásio de esportes, chega a R$ 12 mil mensais.
Montenegro esclareceu ainda que muitos contratos são pagos por meio de prestação de serviços. Um empresa de telefonia, por exemplo, paga um valor mensal e mantém os 70 computadores da escola ligados à Internet. ‘‘Temos quase R$ 40 mil em caixa e conseguimos manter 16 funcionários. Queremos agora melhorar a segurança interna da escola.’’
Ontem, o deputado disse estar surpreso ao saber da atuação dos colégios londrinenses, mas que não vê qualquer problema com relação a eles. ‘‘Desconhecia qualquer escola que fizesse contratos publicitários, mas se por ventura fosse ilegal, agora já não é.’’
Questionado se a lei não abriria espaço para a ‘‘indústria de APMs publicitárias’’, o deputado destacou que ‘‘o risco era o mesmo em qualquer empresa’’, mas que era preciso pensar que a maioria será beneficiada. O Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) criticou a proposta.

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