Escolas de ensino à distância atuam irregularmente
Da Redação
Vários cursos de ensino à distância, acusados de vender diplomas, estão sendo investigados pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Segundo a chefe da Coordenação de Documentação Educacional da Secretaria, Tereza de Assis, o departamento tem recebido inúmeras consultas sobre a validade dos certificados emitidos por cursos anunciados em jornais.
Um desses anúncios, veiculado em maio em um jornal de Cascavel, oferecia diploma de primeiro e segundo grau reconhecido pelo MEC, depois de um curso de apenas 30 dias e do pagamento de R$ 600,00. O número de telefone anunciado do Colégio Adjetivo era, na verdade, um telefone público.
O golpe vem se repetindo em vários municípios paranaenses. Os responsáveis pelos cursos cobram taxas variadas para fornecer material didático e aplicar um exame ao final, que pode se repetir indefinidamente até que o aluno seja aprovado. Entre as escolas que estão sendo investigadas estão a Cândido Rondon, de Cuiabá (MS), e o Curso Pinheiros, de São Paulo, que emitem certificados de corretor de imóveis ou técnico em transações imobiliárias. Essas escolas não têm autorização para funcionar fora de seus estados de origem e os diplomas emitidos no Paraná não têm validade.
Em Curitiba, a Universidade Livre Comunitária do Brasil oferece, através de anúncios em jornal, 1º ou 2º graus em três meses, com diploma reconhecido. Esses certificados não encontram respaldo oficial na Secretaria de Educação do Paraná.á A Secretaria de Estado da Educação oferece gratuitamente ensino supletivo reconhecido de primeiro e segundo graus nos Centros de Educação Aberta, Continuada, à Distância (CEADs). Em todo o Paraná, existem 88 CEADs, que atendem cerca de 70 mil alunos que não tiveram oportunidade de estudar na época certa.





